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7 de fev. de 2008

Samba da Telles 2008

Samba da Escola General Telles 2008
"A Telles canta São Lourenço Pêrola do Sul, do Sol, e de todas as paisagens"
Compositores: Dico e Dulinha do Cavaco

Hoje a Várzea canta em homenagem/
Exaltando a terra do sol/
Que vem ponteando a história/ Enriquecendo a cultura/
E a bravura desse povo lutador/
Na terra dos Arauxanes afastados pela luso ocupação/
Do sobrado às charqueadas/ Do Rio Grande de São pedro à ascensão/
O negro/
A mão forte que trabalha/
Raiz marcada num batuque original/
Nas águas da liberdade/
De Garibaldi belo porto natural.

Tem festa no boqueirão tem míssa/
La da capela o povo segue a proscissão/
Do imigrante pomerano grande contribuição/
Aqui tá bom tem casamento de alemão/
Foi presciso navegar, desbravar, progredir/
Dançar no baile do Kraval/
Cuidar das flores nos jardins/
Grandes mestres construtores/
No reponte eu vou cantar/
E a Tellesirmanada a São Lorenço/
Te convida a Viajar/
Pelos caminhos pomerano e farropilha/
Num belo encontro da cultura popular.

Meu barco vermelho e branco navegou pelas ondas da folia flutuou/
No rufar da bateria avisou/
Sou lourenciano, eu sou Telles meu amor.

15 de nov. de 2007

5 de nov. de 2007

26 de out. de 2007

Oficina de Expografia de 5 a 8 de novembro

Ministrante: Museólogo Anaildo Bernardo Baraçal (técnico do IPHAN no Museu Nacional de Belas Artes e professor do Curso de Museologia da Universidade do Rio de Janeiro – UNIRIO)

Data: dias 5, 6, 7 e 8 de novembro de 2007

Local: Auditório do Instituto de Ciências Humanas da UFPel, localizado na rua Alberto Rosa, 154.

Horário: das 09h às 12h e das 14h às 18h

Inscrição: até o dia 01 de novembro, no Memorial do Theatro Sete de Abril, localizado na rua XV de Novembro, nº 560 A, das 14:00 às 18:00.

Valor: R$ 10,00 para estudantes e R$ 15,00 para profissionais.

Programa: Conceitos de museu, museologia e museografia. O que é expografia. Exposição e comunicação museal. Tipologias de exposição. Exposições de curta, média e longa duração. A linguagem das exposições nos museus. Elementos e recursos expográficos: espaço, suportes, forma, cor, som, luz, texturas, imagens, textos e outros. Técnicas e materiais apropriados para exposição. O discurso expográfico. Exposição e conservação. As exposições e seus diferentes públicos. Diferentes processos de documentação e divulgação da exposição. Pesquisa e avaliação: usuários e beneficiários, resultados alcançados e impacto social das exposições.

Informações: (53)3228.4606 ou museu.baronesa@pelotas.com.br e (53)3225.5777, ramal 27, ou memorial.setedeabril@pelotas.com.br

Realização: Departamento de Museus e Centros Culturais/IPHAN, Secretaria Municipal da Cultura de Pelotas e Sistema Municipal de Museus/Pelotas.

Apoio: Curso de Museologia/UFPel, Instituto de Ciências Humanas/UFPel, Associação de Amigos do Museu da Baronesa, Sistema Estadual de Museus/RS – SEDAC.

11 de out. de 2007

NARRADORES DE JAVÉ - filme

Foto: Biá acompanha o Vale de javé inundar

Reflexões envolvendo valores culturais, patrimônio, oralidade e economia são o que conduzem o enredo do filme Narradores de Javé que se passa numa região pobre da Bahia, na qual seus moradores constróem histórias de grandesa para esquecer a situação de miséria e abandono. A partir de uma simples prosa de bar de beira de rio, se desencadeia a narrativa das histórias mais significativas do Vale de Javé contada por um de seus antigos moradores. O conteúdo dos textos faz com que sejamos convidados a viajar na história daquela Javé que aparentemente carregava consigo um sino e nada mais. Mas na visão daquele povo, o caráter, a bravura e a coragem constituem os Javenianos num povo nobre e honrado. Suas histórias, começam pela disputa da interpretação a respeito das lideranças do povoado, passa por histórias da sua gente simples e chega até o desaparecimento da cidade devido a transformação de Javé em uma represa para geração de energia.

O vale de Javé com um patrimônio oral riquíssimo em que um morador praticamente é um griô é transformado em uma represa sugerindo uma reflexão a respeito dos valores que as autoridades tem especificamente a respeito daquela região da Bahia, mas que pode se aplicar perfeitamente à outras regiões do Brasil e do Mundo. Assim, mais vale uma represa do que um povoado e sua história.

A tentativa de transferência das histórias, do oral que encontra abrigo na memória viva dos moradores de Javé para o escrito que na ocasião teria como suporte um livro, não logra êxito devido a impossibilidade total desta transferência. A registro dos contos pela escrita é a oposição proporcional ao suporte original da oralidade tendo em vista que não são as histórias, mas sim a imaginação e inventividade do povo de Javé que constitui seu patrimônio. Logo, gravar aquelas histórias é congelar a capacidade do Javeniano de "se refletir todo".

Pablo Lisboa

9 de out. de 2007

MAIS CULTURA é lançado pelo governo federal


Emoção e entusiasmo foram a tônica da solenidade de lançamento do Programa Mais Cultura do Governo Federal, na manhã da quinta-feira, dia 4 de outubro, em Brasília. Na Sala Villa-Lobos, do Teatro Nacional Cláudio Santoro - lotada por artistas, representantes dos mais diversos segmentos culturais e autoridades -, os pronunciamentos do presidente da República, Lula da Silva, e do ministro da Cultura, Gilberto Gil, arrancaram aplausos.
Após as apresentações artísticas, o secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, fez uma explanação sobre o Programa Mais Cultura, ressaltando as diretrizes, as ações e as metas previstas para a iniciativa. As propostas foram muito bem recebidas e empolgaram os presentes, em especial a do Vale Cultura e a de ampliação da Rede de Bibliotecas Públicas para todos os municípios brasileiros.
A grande novidade que o Programa traz em sua essência é o compartilhamento de responsabilidades. Para o presidente Lula, trata-se de uma ação que não ficará a cargo só do Ministério da Cultura. "O Mais Cultura é de todos os ministérios em conjunto com a sociedade. É do Brasil!"
Ao fazer o pronunciamento de encerramento do evento, o presidente da República ressaltou que o Governo Federal vem atuando no sentido de criar uma política de Estado que não seja do 'Lula' ou do 'Gil', mas uma política que seja de todos. "Qualquer governo que venha a assumir já terá uma política estruturada."
Lula também afirmou que, embora estejam previstos investimentos para a área de R$ 4,7 bilhões até 2010, ainda é possível conseguir cerca de R$ 1 bilhão em recursos para o próximo ano, por meio das Emendas Orçamentárias que foram propostas, recentemente, pelo ministro Gil a parlamentares.

25 de set. de 2007

Grupo Pulsares abre exposição nesta quarta no MALG


O MALG e a SaMALG têm o prazer de convidar para a primeira exposição do Grupo Pulsares realizada na cidade de Pelotas. Constituído por professores e estudantes do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Pelotas, e coordenado pela professora e curadora Neiva Bohns (IAD/ UFPel), o grupo tem como objetivo desenvolver projetos que associem a produção contemporânea em artes visuais a reflexões sobre a importância da preservação do patrimônio público de valor artístico, histórico e cultural. Participam da mostra os jovens artistas e designers Francisco Zanetti, Tatiane Kuhn e Fabiane Luckow, que partiram de suas próprias experiências no espaço urbano do centro histórico da cidade de Pelotas para produzir trabalhos em mídia digital. O projeto educativo que acompanha a exposição será coordenado pela artista e professora Vivian Herzog, e tem como objetivos desenvolver as capacidades perceptivas e criativas de crianças, jovens e adultos, assim como a consciência da necessidade de preservação do patrimônio público. A vernissage será em 26 de setembro, quarta-feira, às 18 horas. A exposição poderá ser visitada até 14 de outubro.

24 de set. de 2007

Duas Palestras interessantes essa semana sobre Cultura

"La Oficina del Historiador y la Arqueología patrimonial".
Ministrante: Lourdes Domínguez / Oficina del Historiador / La Habana / Cuba

Local: Sala 01 do Curso de Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural –
Rua Barão de Santa Tecla, 408.
Data: 26 de setembro de 2007
Horário: 19h.
Entrada gratuita
Promoção: Curso de Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural/ ICH / UFPel Laboratório de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Pelotas (LEPAARQ/UFPEL)



"Projettos de cooperacion internacional e cursos de Restauracion e conservacion en america latina."
Ministrante: Andrea Pappi / Consultor da Unesco e do Instituto Ítalo-Latino Americano (Iila).
"Storia e Restauri della Cappella Sistina"
Ministrante: Cecilia Santinelli / Professora de História da Arte e Teoria da Restauração do Centro Europeu de Restauração de Florença

Local: Anfiteatro do Instituto de Artes e Design, Rua Alberto Rosa, 62.
Data: 28 de setembro de 2007
Horário: 10h.
Entrada gratuita
Promoção: Curso de Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural/ ICH / UFPel Núcleo de Restauração do Centro Federal de Educação Tecnológica/CEFET
Parceria: IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Unidade Executora do Monumenta/ SECULT

20 de set. de 2007

4 anos do CDM


Exposição C.D.M. admite: 4 anos de embuste (não mais preocupado com a própria direção)

O Coletivo C.D.M. - Centro de Desintoxicação Midiática comemora 4 anos com exposição em Pelotas.

O grupo de autoproclamados “pseudo-artistas” mostra seu trabalho no Fondo Blanco Restobar em Pelotas, de 21/09 a 05/10, em comemoração aos 4 anos de atividade – ou melhor, em comemoração aos 4 anos de embuste do grupo. Com a participação da convidada cornflake, a mostra fica disponível para visitação no local de segunda a sexta à noite.

Após aparições nem sempre furtivas e muitas vezes involuntárias do coletivo por eventos em cidades tão diversas quanto São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Porto Alegre e Pelotas, esta será a segunda vez que o C.D.M. escancara (de forma independente) seu trabalho para o público com local, período e hora definidos. Isso porque o espaço tradicional das intervenções do C.D.M. é o tecido urbano, onde já realizou mais de 10 Re-ações que lançam mão de recursos e técnicas simples (como lambe-lambes, stickers, banners reutilizados e estênceis aplicados em tapumes visualmente poluídos e no envelopamento de suportes de mídia exterior), além da veiculação de vinhetas em sistemas de propaganda de áudio na via pública.

O local da exposição, cedido ao Coletivo de maneira incondicional pelos proprietários, não poderia ser mais apropriado para um evento do grupo. Muito longe de ser um lugar que se autodefine cult mas não passa de um fake - como não raro ocorre na noite pelotense - o Fondo Blanco mistura autenticidade e simplicidade com uma capacidade de se reinventar sem perder a essência, o que garantiu ao restobar a fidelidade de um público que consolidou o local como uma importante referência na cena cultural e gastronômica da cidade.

Exposição C.D.M. admite: 4 anos de embuste (não mais preocupado com a própria direção) fica aberta gratuitamente ao público de 22/09 a 05/10, de segunda a sexta-feira das 20h00 às 23h30. Fondo Blanco Restobar: rua Voluntários da Pátria, 771 – Centro, Pelotas – RS

Coletivo C.D.M. – Centro de Desintoxicação Midiática – www.grupocdm.org

SANTANA, Carlos; BERG, Jan; VENCESLAO, Juliano.

“Parece-me oportuno examinar o conjunto de ações-ambientes do coletivo C.D.M. pelo seu caráter de não-ineditismo. Parte desta produção já transitou por alguns lugares – paredes, muros, tapumes de construção civil, paradas de ônibus, postes de iluminação pública e, até mesmo, instituições disciplinares. Cabe ressaltar que tal abordagem não enfraquece a potência de suas ações. Observadas sob a ótica do já-visto, tais interferências tornam-se “re-ações públicas”[1], configurando uma espécie de looping em contra-ataque. Por meio desta mostra, o coletivo C.D.M. nos apresenta um acervo que deflagra um dos sintomas da coréia artística atual – a subversão de técnicas e artifícios da comunicação, manipulando suas linguagens ao avesso.

De resto, podemos constatar que, não só, “a propaganda está cada vez melhor”[2], como também, a arte está...”
Athaíde Rodrigues

Conhecido e ativo crítico de arte do centro-sul do Brasil

[1] Termo cunhado pelo coletivo C.D.M. para designar suas ações-ambientes.

[2] Referência à Re-ação Pública V, realizada em 2006, na cidade de Pelotas.

31 de jul. de 2007

Ministro Haker da contracultura difunde os ideais Linux

MILÃO - O ministro da Cultura, Gilberto Gil, que está na Itália para apresentações de sua nova turnê mundial Banda Larga, dedicada às novas tecnologias e ao problema de acessibilidade à propriedade intelectual, declarou ontem que "a cultura como um todo e principalmente a música devem se tornar livres e compartilháveis, assim como o software Linux".
Não por acaso, cada concerto da nova turnê é aberto por uma voz que diz: "Pede-se aos senhores espectadores para que filmem e fotografem o show e para que o baixem no site de Gilberto Gil".
"Estamos em uma fase de continua evolução. Não se pode pensar em defender o existente. É necessário procurar novos modelos, novas definições de direitos autorais e novos modos de remunerar os artistas", explicou Gil, que se apresentara depois de amanhã no festival latino-americano de Assago, cidade da província da Lombardia, região norte da Itália. "Não sou eu que digo isso, mas um vasto número de opiniões que aprendi a conhecer, sobretudo quando me tornei ministro e comecei a intermediar os pedidos da sociedade civil e as posições oficiais do Governo, sancionador das leis".
Para compensar as gravadoras e os artistas pela perda dos direitos autorais, procurando também evitar que quem baixa bens de propriedade intelectual pela rede venha a ser acusado de crime, Gil já tem em mente um modelo: "O Linux é um software livre e aberto, para cujo desenvolvimento contribuem milhões de pessoas em cada parte do mundo. Ninguém paga para tê-lo, mas pode-se contribuir para melhorá-lo, tanto que atualmente, nos estúdios de Hollywood, 70% dos computadores utiliza a plataforma Linux para a realização de efeitos especiais, pois se mostra mais confiável".
Perguntado se o mercado musical, uma vez desligado da industria fonográfica e das exigências de lucro, poderá se desenvolver neste caminho, Gil respondeu: "É cedo para dizer, pois vejo os movimentos atuais, e não o futuro. Este depende do quanto será intenso o movimento social que surgirá voltado a essas novas possibilidades".
Para as novas tecnologias, "necessárias para o desenvolvimento e a mudança", Gil dedicou também sua música Banda Larga, cujo vídeo-clipe foi filmado dentro de sua própria casa, com um telefone celular, pelo cineasta Andrucha Waddington, e difundido posteriormente pela internet (assista aqui).
Na cozinha, entre geladeiras cobertas de imãs e amigos reunidos ao redor de uma mesa, o "Ministro da Contracultura" - como foi recentemente definido pelo jornal britânico The Guardian - canta sobre novas tecnologias, internet e YouTube.
Uma música que é um verdadeiro manifesto da cultura digital e da informação democrática, já que, segundo Gil, "como antes necessitávamos de ferrovias e estradas, hoje todos precisamos de banda larga".

1 de jul. de 2007

Joseph Beuys: "A revolução somos nós!"

Joseph Beuys morreu no dia 23 de janeiro de 1986, exatamente 20 anos atrás. Museus em Berlim, Munique, Düsseldorf, Bonn e Kleve dedicam exposições em homenagem a um dos mais influentes artistas do século 20.
É difícil dissociar a pessoa Joseph Beuys (1921–1986) de sua obra. Até a marca registrada deste artista-personagem de si mesmo – o chapéu Stetson ­– fazia parte de um amplo programa estético: "Neste momento, eu mesmo sou a obra de arte. Apenas insinuo uma direção no desdobramento, ou seja, indico que, nesta realização de tornar o mundo uma obra de arte, qualquer pessoa pode fazer parte, em potencial. Daí toda esta história de chapéu, que encaro como a tragicomédia da arte do nosso tempo".

"Qualquer pessoa é artista"

Com esta famosa máxima, geralmente mal entendida, Beuys se aproximava da concepção de arte do movimento Fluxus, do qual fez parte, mas também se manteve distante. A idéia era abolir a hierarquia entre artista e observador, produtor e consumidor, destacando o papel ativo e criador da recepção.
Apesar de o Fluxus europeu, cujo importante centro foi Düsseldorf, cidade onde Beuys vivia, ter optado por não incluir o público diretamente em seus happenings, ao contrário da corrente americana, o impulso era promover o observador participante a co-autor da obra. Contraditoriamente, Beuys foi um grande encenador de sua imagem como artista à parte, com sua aura messiânica, verve de pregador e iniciativa de líder político. Com uma "concepção de arte ampliada" e a idéia de "escultura social", o artista radicalizou as fortes tendências artísticas dos anos 60 que priorizavam o processo de criação e de atuação política à criação de um objeto de arte consumível.


"Os mistérios ocorrem na estação ferroviária"

O ativismo de Beuys, que a partir de 1961 assumiu a cadeira de Escultura da Academia Estatal de Arte de Düsseldorf, onde ele mesmo havia estudado, se mesclou ao movimento estudantil. Em 1967, Beuys criou o Partido Estudantil Alemão, em reação ao assassinato do estudante Benno Ohnesorg, baleado pela polícia numa manifestação em protesto à visita do xá do Irã Reza Pahlevi, em Berlim.
Contrário à submissão da educação a estruturas institucionais, Beuys começou sua guerrilha dentro da universidade onde ensinava, permitindo em sua classe alunos reprovados no exame de aptidão. Em 1972, após ocupar a secretaria da universidade com um grupo de estudantes reprovados, exigindo sua admissão, Beuys foi demitido do cargo pelo então secretário de Ciência e Pesquisa do Estado da Renânia do Norte-Vestfália e futuro presidente da Alemanha, o social-democrata Johannes Rau.


"Democracia é uma coisa engraçada"

Após uma longa disputa jurídica, onde contou com o apoio público de artistas e escritores como Gerhard Richter, Heinrich Böll e Peter Handke, Beuys foi reabilitado, reassumindo sua cadeira em 1978. A carreira política do artista prosseguiria com as candidaturas ao Parlamento da Europa (1979) e à Assembléia Legislativa da Renânia do Norte-Vestfália (1980) pelo recém-fundado Partido Verde. Sua missão educativa se expandiria com a criação da "Universidade Internacional Livre", palco de muitos de seus projetos e atuações.
Ao mesmo tempo em que propagava uma democracia de base, uma reivindicação central de agrupamentos fundados por ele, como a Organização dos Não-Eleitores (1970) e a Organização por Democracia Direta através de Plebiscito, entre outros, Beuys era criticado por seus correligionários por seu suposto messianismo, prática demagógica, intolerância e tentativa de personalizar em sua própria figura ações coletivas.


"O cosmos é o enigma; o ser humano, a solução"

Não são poucas as histórias que contribuíram para a criação da aura em torno de Beuys. Mas há uma fundamental. Nascido em Krefeld, em 12 de maio de 1921, ele optou espontaneamente por lutar na Segunda Guerra, sendo recrutado em 1940.
Em 1943, o avião de guerra onde ele fora escalado como operador de rádio caiu na Criméia, onde foi salvo por nativos. Segundo sua versão da história, considerada fantasiada por alguns, o que o salvou foi o fato de os nativos tártaros o terem coberto de gordura e enrolado em feltro.

Feltro, gordura, cobre e cera, materiais básicos na obra de Joseph Beuys, são recombinados nos mais diversos objetos, instalações e performances, ao lado de materiais perecíveis, que sujeitam o objeto de arte à transformação ao longo do tempo.
Por maior que seja a ênfase na matéria, os processos invisíveis implícitos na concepção de suas obras, derivados da alquimia e da antroposofia, atribuem um caráter ritualístico ao processo de criação artística, transferindo para o objeto uma força a ser retransmitida ao receptor.


"Arte = Capital"

Entre as idiossincrasias de Beuys está a mistura de repertórios dificilmente compatíveis, pelo menos no senso comum: simbologia cristã e marxismo, Ocidente e Oriente (uma junção cristalizada na idéia ampliada de Eurásia, presente em algumas de suas performances e instalações), mitologia celta e Fluxus, um ecletismo também evidente no repertório das suas referências históricas, teológicas e estéticas, de Ignácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, a Gengis Khan, soberano mongol, passando pelo gângster americano John Dillinger e o marco da literatura moderna James Joyce. Apesar de ter aberto caminhos fundamentais para a arte contemporânea com sua "concepção de arte ampliada", Joseph Beuys dificilmente pode ser imitado, sem que o imitador caia em epigonismo. Talvez pelo fato de o seu trabalho ser tão radicalmente uma conseqüência direta da sua pessoa.


"Minha arte é política de libertação"

"Assim como o ser humano não existe, mas tem que surgir primeiro, a arte também tem que surgir, pois ainda não existe", diz uma das máximas do artista, para quem o objeto de arte não deveria se prender a nenhuma regra apriorística ao processo de criação. "Intuição em vez de livro de receitas", diz a outra máxima.
A obra de Beuys, representada nos mais importantes museus internacionais de arte moderna e contemporânea, está em grande parte concentrada nos arredores de Kleve, no oeste alemão, onde ele viveu. O museu de arte do Castelo Moyland, nas imediações, tem o maior acervo do artista, seguido pelo Museum Kurhaus Kleve, o Block Beuys, em Darmstadt, os museus de arte de Bonn e Düsseldorf, Museu Ludwig, em Colônia, e Galeria Staedel, em Frankfurt. O museu de arte contemporânea Hamburger Bahnhof, em Berlim, abriga o arquivo de mídia do artista.


fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1865235,00.html

29 de jun. de 2007

Fernando Duarte e Renato Amui Palis dia 4 de julho no MALG

O MALG e a SaMALG tem o prazer de convidar para a exposição dos Artistas Selecionados pelo Edital 2007, Fernando Duarte e Renato Amui Palis. A vernissage será em 4 de julho, quarta-feira, às 18horas. A exposição pode ser visitada, até 21 de julho. Atualmente, o MALG expõe o Projeto Intercâmbio Internacional de Miniarte, da Associação de Artistas Plásticos do RS - Chico Lisboa. Artistas internacionais e nacionais, incluindo o módulo Pelotas com professores, alunos e ex-alunos do IAD, em exposição até o dia 30 de junho.

MALG - Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo
Rua General Osório, 725. Pelotas, RS - Brasil.
Horário de Visitação: De Segunda a Sexta, das 8h30min às 17h30min
Quartas, das 8h30min às 20h30min
Sábados, das 14h às 17h30min

enviado pela amiga Helena Dias

25 de jun. de 2007

Numerais Arábicos


11 de jun. de 2007

Show do EUKALIPTO leva mais de mil pessoas ao Teatro Guarani

Ontem à noite entre 19:00e 24:00, o Teatro Guarani ficou com suas dependências lotadas para acompanhar o show do Eukalipto. Aproximadamente mil pessoas se encontravam presentes na apresentação que durou cinco horas conforme previsto no regulamento. depois da apresentação da FEPAM foi um alvoroço por parte do público de acompanhou um dos maiores espetáculos que a região já viu: O show do Eukalipto.
80% do público saudava Eukalipto com palavras de ordem e declarações de amor. Faixas preparadas só para a noite, tiveram que ser deixadas do lado de fora para melhor segurança do público que se manifestava de 3 em 3 minutos.
Pode parecer rancor de quem não gosta muito do som da banda e quer criticar, mas o show purpurinado, feito na noite de ontem não engana ninguém. Esta banda é playback que já escutei antes em outra bandas como "pesseguê" e "arrozados". Dizem que vaia de bébado não vale, mas a de público comprado muito menos. parecia Bra-Pel ou desfile militar na época da ditadura. tudo carta marcada, dizia um cidadão presente que se declarava indignado com o som da banda.
A cultura de Massa tem disso: vem banda de fora, agente compra gato por lebre pra produtores monopolistas levarem nossa mais valia em troca de uma miséria.
Na vinda pra casa pensei que tinhamos (os 20% que odiáram o som da banda) que pegar o microfone e dizer: isso aqui é uma palhaçada, não representa nada, é tudo carta maracada" e deveriamos ter saido em grupo. pelo menos não endoçariamos o show de som ruím que tive que escutar no guarani.

2 de dez. de 2006

Governadora quer Extinguir a Secretaria de Cultura do Estado

O anúncio dos primeiros indicados para o secretariado do governo estadual no Correio do Povo de primeiro de dezembro, dá conta de que a Secretaria da Cultura será extinta, tendo as suas funções incorporadas na Secretaria do Turismo, que será dirigida pelo deputado Luis Augusto Lara, do PTB. Justamente no momento em que o mundo todo discute e desperta para a importância da cultura e de sua diversidade promovendo um mundo de tolerância e solidariedade entre os povos; justo quando o Ministério da Cultura busca a implantação de um Sistema Nacional de Cultura - que implica diretamente na promoção de instâncias e instituições que debatam, promovam, preservem, a cultura de cada pequeno município do Brasil, a futura Governadora do estado que fecundou o Fórum Social Mundial – apresenta uma proposta descabida com a da extinção da SEDAC -Secretaria de Cultura do Estado.
“Uma secretaria pobre e inoperante” Foi o mote que a governadora eleita aproveitou, caindo como uma luva na política de "Choque de Gestão", enxugando o Estado: aquilo que chamamos de Estado Mínimo.
Mesmo que a verba da Secretaria seja pouca, a existência dela garante orçamento, mesmo que mínimo, fundos, conselhos, instrumentos capazes de induzir e gerir políticas para o setor.
O que se quer, pela declarações, é tornar a cultura um apêndice do turismo. Desconsiderando os processos culturais, num entendimento que cultura é somente espetáculo como atração turística.
A defesa da Secretaria da Cultura passa, necessariamente, pelo posicionamento dos deputados, visto que a extinção de uma Secretaria deverá se dar através de lei a ser aprovada pelo legislativo estadual.