Mostrando postagens com marcador ações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ações. Mostrar todas as postagens

3 de dez. de 2007

Design e Voluntariado "O que tem para hoje?"

PROGRAMAÇÃO - PALESTRAS

19h - Abertura do evento

19h15min - Prof. Irapuã Martins FATEC / SENAC
Projeto Marketing Solidário

20h - Prof.ª Nadia Leschko e alunos de Projeto Gráfico III 07-1 / Design Gráfico / UFPel
Apresentação de Identidades Visuais desenvolvidas para organizações da sociedade civil.

21h - Vânia Pierozan - Identidade Cultural e Artesanato na Colônia de Pescadores Z-3

21h45min - Encerramento

MOSTRA / Segundo piso - De 4 a 18/dez - Trabalhos de Identidade Visual desenvolvidos para organizações da sociedade civil.

Banner da SANSFA - Sociedade Assistencial Nossa Senhora de Fátima


Está produção foi destinada a SANSFA - Sociedade Assistencial Nossa Senhora de Fátima, dentro de proposta feita pela professora Nádia Lesko do Design Gráfico da UFPEL, em dar suporte na criação de indentidade visual e logo para entidades da sociedade civil organizada.

11 de nov. de 2007

ORGANIZAÇÃO DO FÓRUM SOCIAL DA PERIFERIA: “Um Outro Mundo é Aqui”

A UNIPERIFERIA e a REDE VIDADANIA articulados pela ONG AMIZ - Unidade de Formação e Capacitação Humana e Profissional, jutamente com o CDD - Comitê de Desenvolvimento Dunas, o GAMP – Grupo Autônomo de Mulheres de Pelotas e Organizações Solidárias convidam para a organização do FÓRUM SOCIAL DA PERIFERIA: “Um Outro Mundo é Aqui”.
A reunião acontecerá no Loteamento Dunas, Av. Ulisses Guimarães (Um), 2057 – Bairro Areal – Pelotas - RS, no dia 17 de Novembro, Sábado, as 14 Hs, No CDD.
O conselho Internacional do FSM deliberou pela descentralização do FSM 2008, definindo o dia 26 de janeiro como um Dia de Ação Global em todas as partes do Planeta. O FSM Brasileiro acontecerá nesta mesma data em Belém – PA além de outros Fóruns Temáticos que ocorrerão em diversos lugares, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável do Planeta.
O Fórum Social da Periferia pretende dar continuidade a processos que possam oportunizar trocas de experiências e pontos de vista entre diversos Círculos Culturais Temáticos, buscando reflexões coletivas sobre a possibilidade de um planejamento integrado e de viabilização de articulações em redes locais e globais para “Empoderamento Autônomo e Sustentável das Periferias”.
No período de 24 a 27 de janeiro de 2008, pretendem utilizar as instalações públicas e comunitárias existentes no Loteamento Dunas – Bairro Areal, tendo como centro o CDD. A proposição é de trabalhar com eixos temáticos e as reuniões organizativas do FSPeriferia acontecerão todos os sábados às 14:00 horas no Comitê de Desenvolvimento do Dunas, Av. Ulisses Guimarães, (Um), 2057 (Loteamento Dunas), onde a partir do próximo dia 17, estará sendo consolidada a PROGRAMAÇÃO FINAL até o final do corrente ano.

22 de out. de 2007

Microsoft perde espaço junto à União Européia e Bill Gates tem que pagar multa

A Microsoft finalmente concordou em mudar sua postura no mercado e aceitou pagar uma multa de US$ 400,6 milhões (R$ 720 milhões). É o que afirma a Comissão Européia --braço executivo da União Européia-- nesta segunda-feira (22).
Segundo a UE, a companhia vai tomar medidas para cumprir a decisão de 2004 que considerou abusivas e anticompetitivas as práticas comerciais da gigante do software.
O acordo marca uma grande virada na atitude da empresa. Há mais de três anos a Microsoft vinha se esquivando de atender à decisão da comissão, mas até agora nunca as tinha cumprido. A companhia deverá permitir a interoperatividade de seus programas com os da concorrência.
O órgão europeu informou em comunicado que a "Microsoft tomará as medidas necessárias [antitruste] para manter suas obrigações de acordo com a decisão de 2004".
A Microsoft, que deverá pagar multa recorde de US$ 400,6 milhões (R$ 720 milhões) por não cumprir as exigências em 2006, enfrentava a possibilidade de receber novas multas.

A companhia vai disponibilizar aos produtores de software de "código aberto" informação para que seus programas funcionem bem no sistema operacional Windows, assim como acontece com software da própria Microsoft.
A empresa permitirá, deste modo, que os editores independentes de softwares tenham acesso à documentação técnica necessária para desenvolver produtos compatíveis com o sistema operacional Windows.
A Microsoft também anunciou a redução das somas pedidas em troca dessa informação e dos direitos de utilização de patentes a nível mundial.
O anúncio da Microsoft de acatar as exigências supõe o fim de uma batalha de mais de sete anos.

Com informações das agências Reuters, France Presse e Folha.

17 de out. de 2007

Brasil e Portugal começam entendimento pelo software livre

Durante o Fórum de Software Livre de Lisboa, que ocorreu entre os dias 12 e 13 de outubro, os governos do Brasil e de Portugal afinaram propostas para estruturar ação conjunta de utilização e desenvolvimento do software livre entre os dois países.
O Secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, entregou ao Sr. Antônio Bob, responsável pelo Plano Diretor de Informática do governo português o Guia Livre e Guia de Cluster, produzidos pelo governo brasileiro. A intenção foi contribuir para o processo de migração que se inicia na administração pública de Portugal.
Após a cerimônia de abertura do evento, os representantes dos dois países realizaram uma reunião onde um conjunto de ações foi preparada, dentre elas o desenho de um Protocolo de Entendimento entre os dois países para o compartilhamento de soluções, como o sistema de inventário CACIC, desenvolvido pela Dataprev.
Existe a previsão de uma próxima reunião para o mês de novembro quando os dois países começam a ajustar o Protocolo de Entendimento. Na visão do Secretário Rogério Santanna a aproximação com Portugal vai reforçar a entrada das soluções disponibilizadas no Portal do Software Público na Comunidade Européia. Já Antônio Bob demonstrou interesse do material de cluster e grid e pretende “pular etapas” e evitar caminhos técnicos inadequados em função da experiência acumulada no Brasil.
O evento terminou ontem com a presença de mais de 200 pessoas e o balanço da organização foi positivo, já que o assunto começa a tomar força em Portugal. Para Ralf Braga, da Comissão Organizadora, foi muito importante a presença dos brasileiros e de outros palestrantes internacionais, da Galícia e da FSF Europa, pois reforça a decisão de Portugal em caminhar na direção do software livre e criam laços para colaboração internacional na migração.

http://www.softwarelivre.com.pt/

9 de out. de 2007

MAIS CULTURA é lançado pelo governo federal


Emoção e entusiasmo foram a tônica da solenidade de lançamento do Programa Mais Cultura do Governo Federal, na manhã da quinta-feira, dia 4 de outubro, em Brasília. Na Sala Villa-Lobos, do Teatro Nacional Cláudio Santoro - lotada por artistas, representantes dos mais diversos segmentos culturais e autoridades -, os pronunciamentos do presidente da República, Lula da Silva, e do ministro da Cultura, Gilberto Gil, arrancaram aplausos.
Após as apresentações artísticas, o secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, fez uma explanação sobre o Programa Mais Cultura, ressaltando as diretrizes, as ações e as metas previstas para a iniciativa. As propostas foram muito bem recebidas e empolgaram os presentes, em especial a do Vale Cultura e a de ampliação da Rede de Bibliotecas Públicas para todos os municípios brasileiros.
A grande novidade que o Programa traz em sua essência é o compartilhamento de responsabilidades. Para o presidente Lula, trata-se de uma ação que não ficará a cargo só do Ministério da Cultura. "O Mais Cultura é de todos os ministérios em conjunto com a sociedade. É do Brasil!"
Ao fazer o pronunciamento de encerramento do evento, o presidente da República ressaltou que o Governo Federal vem atuando no sentido de criar uma política de Estado que não seja do 'Lula' ou do 'Gil', mas uma política que seja de todos. "Qualquer governo que venha a assumir já terá uma política estruturada."
Lula também afirmou que, embora estejam previstos investimentos para a área de R$ 4,7 bilhões até 2010, ainda é possível conseguir cerca de R$ 1 bilhão em recursos para o próximo ano, por meio das Emendas Orçamentárias que foram propostas, recentemente, pelo ministro Gil a parlamentares.

30 de set. de 2007

apoie os manifestantes na Mianmar/Birmânia AVAAZ

Terça-feira monges e monjas budistas, altamente respeitados em Mianmar, deram início a uma marcha pacífica. O protesto rapidamente se espalhou e está crescendo aos milhares todos os dias pelas ruas de Mianmar. Os monges e monjas quebraram a ciclo de medo criado pela ditadura militar e restauraram um esperança que não se via há duas décadas em Mianmar.
Porém essa esperança está pendurada por um fio. Os militares estão receosos em atacar os respeitados monges mas uma repressão violenta já começou - manifestantes já foram espancados e tiros foram dados.
Esse é um dos momentos em que o apoio global pode fazer uma diferença. Os poderes presentes na ONU, especialmente a China, podem pressionar os militares de que uma repressão violenta terá uma grave repercussão internacional. Esse é o momento para apoiarmos os monges e povo de Mianmar e mostrar que chegou a hora de uma mudança para a democracia.
O povo está ganhando as ruas de Mianmar hoje. Vamos mostrar que pessoas de todo o mundo estão com eles. Clique aqui para assinar a petição e espalhe a notícia para seus amigos:

Novas Tecnologias e Movimentos Sociais - Artigo

Novas Tecnologias e Movimentos Sociais: do partido de Lênin às redes da sociedade civil e às comunidades virtuais

Autor: Nilton Bahlis dos Santos(*)

fonte: http://www.rits.org.br/redes_teste/rd_tmes_SET2007.cfm

Resumo
Os ativistas jovens dos movimentos sociais talvez não conheçam os livros de Lênin "Por onde começar?" e o "Que Fazer?", referências inevitáveis no debate sobre organização partidária nos anos 1970/80. Neles, Lênin afirmava que um jornal era um importante instrumento de coesão político e ideológica e um organizador da ação partidária.

Em uma época onde a democracia inexistia e em que os trabalhadores não tinham acesso à informação, uma época de centralizaçãoo absoluta do Estado, e, principalmente, quando a sociedade ainda não ganhara complexidade, parecia viável reunir organicamente os setores majoritários da população em torno de um único programa e de um plano de ação dirigido pela "teoria científica".

Hoje, com a complexidade adquirida pela sociedade fica inviabilizada a estruturação hierárquica e centralizada dos movimentos. A rapidez com que se modificam o contexto político, as relações de forças e os interesses e dinâmicas dos diversos setores, desbordam qualquer possibilidade deles serem contidos neste tipo de estrutura.

Isto esta na raiz da crise com que convivemos dos organismos do Estado, e das organizações partidárias e sociais. As novas tecnologias e a Internet, porém, viabilizam formas de organização o que permitem incorporar e conviver com a mais ampla diversidade; possibilitam a convergência das dinãmicas particulares e às vezes até contraditórias existentes dentro dos movimentos, e oferecem possibilidades e instrumentos efetivos para uma organizaçãoo social que ganha a forma de rede e se apresenta através de uma multiplicidade de organizações civis e de comunidades virtuais.

O Partido de Lênin: um Dispositivo de Interação Virtual
Os jovens militantes e ativistas dos movimentos sociais talvez não conheçam, mas os mais antigos certamente lembrarão dos livros de Lênin "Por onde começar?" e "Que fazer?", referências inevitáveis quando se discutia a questão da organização partidária.

Nessas publicações, Lênin propunha a tomada de poder como objetivo estratégico e apontava a necessidade de construção de um partido de combate capaz de estruturar a ação política, consolidar aliançs estratégicas e de longo prazo, e dirigir as classes trabalhadoras para o assalto ao poder:

    "Nos falamos de criar uma 'sólida organização de combate' para atacar de frente, para assaltar ao absolutismo" (...) "A constituição de uma organização de combate e de agitação política são obrigatórias em qualquer circunstância (...) porque em um momento de explosão, de conflagração, será demasiado tarde para criar uma organização. Ela precisa já estar pronta, para desenvolver imediatamente sua atividade". (Lênin, 1973, p. 14).

Naquele momento, ele se colocava a questão de "por onde começar?" Deveria se começar por um jornal, respondia. Em uma época onde a democracia inexistia, onde os trabalhadores não tinham acesso à edução e quando a produção de informação era restrita, em uma época de centralização e absolutismo do Estado, e, principalmente, quando a sociedade ainda não ganhara complexidade com que convivemos hoje, a possibilidade de reunir de maneira orgânica e disciplinada setores significativos, hegemônicos e até majoritários da população, em torno de um único programa e plano de ação, orientado por uma "teoria científica", parecia uma possibilidade real.

Naquelas condições, um jornal poderia ser um importante instrumento de coesão política e ideológica, e, principalmente, um organizador e instrumento para estruturar, no tempo e no espaço, a ação partidária e de massas:

  • O jornal pode ser "o ponto de partida de nossa atividade, o primeiro passo concreto para criaçã da organização desejada; o fio condutor, enfim, que nos permitirr expandir sem cessar esta organização em profundidade (...) para toda a Rússia" (Lênin, 1973, p. 17).
  • Ele serve a generalização e globalização da luta: "precisamos um jornal, sem o que, toda a propaganda e agitação sistemática fiel aos princípios e abarcando todos os aspectos da vida, são impossíveis". Este jornal complementa a "agitação fragmentária da ação pessoal, os panfletos e brochuras elaborados localmente, pela agitação generalizada e regular" (Lênin, 1973, p. 17).
  • O jornal poderia estruturar a ação revolucionária no tempo, pois "a frequência e regularidade de produção e de aparição (e difusão do periódico) permite medir de forma mais exata o grau de organização atingido..."; e no espaço, pois estenderia a ação política no território, unificando a luta revolucionária em escala nacional. Permitiria superar a "dispersão, pois a imensa maioria dos social-democratas está absorvida por necessidades puramente locais que reduzem seus horizontes e a envergadura de seus esforços..." (Lênin, 1973, p. 17).

A forte presença de concepções estalinistas na tradição dos partidos comunistas durante um longo período, assim como de resto no conjunto da esquerda, terminaram por reduzir as concepções de Lênin a um aspecto de suas formulações: a importância do jornal como irradiador de posições e instrumento para a vanguarda introduzir, na classe operária, de "fora para dentro", a consciência "para si". Mas nas formulações acima podemos verificar que o Lênin que pretende é construir o que podemos chamar de um Dispositivo de Interação Virtual (DIV).

O Periódico criado para toda Rússia é antes de tudo uma "armadura", uma Rede capaz de viabilizar a ligação entre todos os militantes e camadas avançadas do bloco de classes que se pretende construir, com extensão nacional, com o objetivo de assaltar o poder. Ao centrar suas forças na criação do Jornal periódico, ele não se preocupa apenas com as relações efetivas existentes entre os militantes daquele momento, mas com a criação de relações virtuais entre todos os ativistas potenciais, viabilizando a expansão ou retração do Partido nos diversos momentos do processo e para permitir que ele possa acaudilhar e dirigir as massas insurretas na hora decisiva.

Mas o que é um DIV? Conforme Navarro (1996) um DIV:

    Tipicamente permite estabelecer relações virtuais entre agentes: isto é, relações nas quais a interação entre os mesmos nao chega a concretizar-se efetivamente, ficando somente incipiente e indefinida em sua complexidade real. São relações que se constituem numa espécie de 'expectativa abstrata de interação'. (...) Na medida em que possibilitam, sustentam, fomentam e constrangem as interações virtuais, os DIV se convertem de maneira generalizada, num pressuposto de agenciamento dos indivíduos, formando um âmbito cada vez mais amplo de suas ações, onde a reificação das relações entre tais indivíduos resulta inevitável.

O "Periódico para toda a Rússia", proposto por Lênin, é um dispositivo especifico capaz de construir o Partido. E este Partido guardará uma similitude de estrutura e de características com o sistema e os fluxos de informaçõo que serão criados por tal dispositivo. Como o Jornal (broadcast - de um para muitos), ele constrói relações centralizadas e hierarquizadas, de cima para baixo (ainda que pretenda também originar um feedback), através de uma cadeia de organismos que "representam" e acionam os níveis inferiores.

A concepção de partido de Lênin em geral esteve associada ao partido operário, e, evidentemente, o fato de se tratar um tipo particular de partido, um partido conspirativo que pretende assaltar o poder, deixou suas marcas com tintas carregadas em suas formulações. Mas os traços fundamentais de seu Partido (além do caráter conspirativo) são os mesmos de qualquer partido republicano.

Temos uma concepção onde:

    1) O partido é a organização de uma classe ou fração de classe em torno de seus interesses e projetos mais gerais. A coerência deste partido se dê em torno de um projeto (enquanto uma formulação abstrata sobre sua possibilidade de exercer o poder) que corresponderia aos interesses do conjunto dessa classe (ou fração) em detrimento de outras:

    2) Este partido luta por sua hegemonia na sociedade atraindo algumas classes ou frações e golpeando outras; e, conquistado o poder, impõe seus interesses sobre o conjunto da sociedade;

    3) Do anterior se gera um potencial de alternância de poder e de hegemonia, por via eleitoral ou pela força, entre projetos de diferentes classes ou frações.

A coerência necessária neste tipo de partido gera a reprodução deste modelo no interior dele próprio. Ele será dirigido por seus setores mais coesos, organizados e majoritários (no caso do partido leninista o proletariado industrial das grandes fábricas), que devem atrair ou neutralizar alguns setores e impor sua hegemonia sobre outros. Para manter a coerência e para que esta hegemonia possa resultar em uma ação centralizada, feito o debate, a minoria deve se colocar a disposição da maioria. Para impedir que as lutas internas sejam dilacerantes, surge o modelo do centralismo democrático. Todos podem defender seus interesses, mas definida a maioria, todos devem unificar sua ação em torno das posições da maioria.

Tal e qual um fractal, este modelo de organização política se reflete em todas os níveis e esferas da vida social construindo hierarquias e pirâmides por toda parte.

Sistemas simples e Complexos
Na pesquisa feita para elaboração de nossa tese de doutorado (Santos, 2005) procuramos mostrar como as concepções, formas de organização e ação social podem ser consideradas como elementos de uma cultura determinada, que chamamos de "Ordem do Livro". Esta cultura está estreitamente relacionada à construção da escrita e da Imprensa, e a irradiação de suas características cognitivas para todo o tipo de prática social. Procuramos então observar que o tipo de processamento que se estabelece a partir da escrita (de divisão em partes e recomposição do todo como soma das partes), e da análise como fonte originária da ciência, caracteriza um determinado sistema particular de informação: um sistema de informações finito, e que exatamente por ser finito pode ter uma organização e estrutura estável capaz de se estender no espaço e se desdobrar em um tempo absoluto.

O que fazemos neste artigo é estender esta observação para o terreno político, mostrando que a democracia representativa é a expressão política desta cultura e que, ela esta condicionada pelas características particulares deste tipo de sistema. Em outras palavras, o modelo político representativo tem os mesmos condicionantes e constrições dos sistemas simples com sua estrutura hierárquica e causal.

Cabe ressaltar, no entanto, que esta estrutura hierárquica e causal só se torna possível enquanto encontra uma relativa estabilidade, isto é, quando as relações de forças apresentam características de continuidade. Ocorre, porém, que a complexidade das sociedades de hoje inviabiliza a estruturação hierárquica e centralizada permanente das organizações e movimentos, visto a rapidez com que se modifica o contexto político e as relações de forças. Assim conforme se caracteriza uma nova hegemonia, quando ela impulsiona seu projeto, o quadro de conjunto se modifica, pois as dubiedades passíveis de se manter no nível abstrato dos programas, quando colocadas em prática, provocam desdobramentos e consequências que levam a novos alinhamentos.

Qualquer observador atento ao quadro político pode verificar a rapidez com que as unanimidades, eleitorais ou de outro tipo, desmoronam após processos políticos intensos. Este desmoronamento é tanto mais avassalador quanto mais centralizado e abrupto foi seu desenlace.

A complexidade e a diversidade, o interesse e as dinâmicas diferentes dos diversos setores, em um sistema complexo, desbordam qualquer possibilidade de serem estruturadas e contidas em estruturas centralizadas. Este é o elemento que parece estar na raiz das crises políticas e sociais dos organismos do Estado e das organizações partidárias que vivenciamos hoje em dia e de sua incapacidade de estabilização por períodos prolongados.

Na verdade, ainda que os Partidos sejam estruturados a partir de programas políticos gerais, sua ação política só ganha consistência prática ao nível das ações pontuais e localizadas. É neste nível que eles ganham materialidade e onde as ações políticas são constrangidas pelos agentes locais, ganhando nesse âmbito formas particulares.

É de conhecimento público que as contradiçõçes entre o programa dos eleitos (assim como dos que assaltam o poder) e suas aões posteriores são mais frequentes do que se poderia desejar. Se antes essa contradição não se mostrava explicita isto era fruto da generalidade dos programas, da pouca transparência da ação governamental, porque apenas eram visíveis as suas ações mais importantes e, principalmente, porque entre a formulação dos programas e seus desdobramentos decorriam grandes períodos de tempo.

Se antes eram raros os momentos que se abriam de intervenção política para o cidadão, determinado por processos eleitorais ou por situações revolucionárias, com o aumento da complexidade (determinado pela multiplicação de práticas e do grau de informação / consciência dos processos em curso) o terreno da disputa se desloca para a ação cotidiana que é onde se materializam as políticas.

É essa a razão porquê, de algum tempo para cá, vivemos situações de abruptos desequilíbrios que não podem ser diretamente associados à estruturação de hegemonias políticas construídas em longos períodos de acumulação de forças. Vimos isto no caso da decomposição do bloco socialista ou na queda do muro de Berlim, onde o poder simplesmente desmoronou em lugar de ser assaltado por um partido estruturado.

Nos sistemas complexos, a modificação constante das relações permite que um processo menor e aparentemente secundário crie uma correlação de forças localizada, capaz de desequilibrar o conjunto do sistema, impossível de ser prevista, pois não obedece a relações causais. Nesta situação uma estrutura centralizada é incapaz de absorver e conviver com as dinâmicas dilacerantes que se manifestam, e encontrar um novo equilíbrio.

A experiência das eleições espanholas de 2004 é sintomética. O sentimento da população de que o governo estava tentando enganá-la sobre os episódios ocorridos dias antes do escrutínio foi o mais importante fator para a decisão da população de varrer do poder o partido governista.

Alguns dias antes dessa eleição na Espanha ocorreu uma série de atentados a bomba na rede ferroviária, originando uma grande quantidade de mortos. O atentado era uma ação de resposta de estrangeiros muçulmanos ao envio de soldados espanhóis ao Iraque, mas o governo tentou responsabilizar o ETA pela ação levado por seus interesses eleitorais. A versão não se sustentou em função das prisões e outros indícios que se sucederam, mas preocupado em não atrair atenções para sua política belicista o governo tentou manter sua versão até depois das eleições, pois faltavam apenas algumas horas para elas. Formou-se então uma rede de comunicação da população, por celulares, onde, com a ampla circulação de informações, aconteceu um processo de sincronização de opiniões, criando-se um consenso na população sobre a manipulação do Governo. O resultado foi o repúdio popular e a derrota nas eleições. Até esse evento a vitória do governo era tida como inevitável.

Evidentemente que a participação da Espanha na invasão do Iraque era suficientemente importante para provocar descontentamento. Mas conforme as pesquisas mostravam, sua importância provavelmente não seria suficiente para decidir o voto popular. A percepção da intenção do governo de enganá-la, foi o fator aleatório que provocou uma sincronização de interesses diversos e onda capaz de, em questão de horas, modificar a situação de conjunto.

Sistemas Dinâmicos e Complexidade
O tipo de processo descrito no tópico anterior entra em contradição com estruturas que se propõem ser permanentes e que estabelecem papéis e pesos determinados para os diferentes agentes do sistema. Em sistemas dinâmicos, como os sistemas complexos, os pesos e papéis dos diferentes atores encontram-se em constante modificação. O que em um momento é fonte de força, no momento seguinte é fonte de fragilidade, pois as cartas so constantemente embaralhadas.

Não é novidade a modificação que se verifica na situação de conjunto quando se realizam determinados objetivos estratégicos. Na própria experiência da revolução russa, como em todas revoluções socialistas, vemos uma situação que se repete. Se o partido revolucionário, com sua estrutura centralizada e hierárquica, é capaz de acaudilhar as massas e viabilizar sua insurreição, ao fazé-lo, no mesmo ato modifica estruturalmente o quadro de conjunto da correlação de forças. Na nova situação, a centralização torna o partido incapaz de se adaptar à nova situação onde "mil flores florescem" e onde se manifestam interesses específicos e contraditórios de cada setor da sociedade.

A diferença é que antes este processo se desenvolvia em dezenas de anos. E então podíamos considerar que o partido é que tinha mudado (se degenerado) e não que ele perdera atualidade em uma nova situação criada. Agora, com o aumento da complexidade, quando o sistema e a produção de informações ganham características infinitas, este processo pode ocorrer em horas como vimos na Espanha.

Um problema complementar é que as contradições provocadas pelo crescimento da complexidade se reproduzem no interior dos próprios partidos e estruturas políticas. Se uma organização centralizada é capaz de estruturar um número limitado de elementos, quando tende ao infinito, a subdivisão sucessiva da sua estrutura em arvore é obrigada a se ampliar, aumentando a distância entre a topo e a base. Isto provoca um crescimento desproporcional desta cadeia causal em número e peso dos elementos intermediários. O peso da estrutura tende a ser cada vez maior, sugando e consumindo seus recursos e energias até que o sistema se esvai na manutenção da própria estrutura e desmorona sob seu próprio peso.

Os debates sobre corrupção, nepotismo e uso do poder para fins privados, assim como o aumento do custo da máquina administrativa, podem encontrar então um olhar particular.

Podemos dizer que o desperdício e a corrupção são o "custo" dos intermediários,devido ao tamanho e a hiper-centralização do sistema, condição da qual, aparentemente não se consegue fugir e onde, no máximo, conseguiremos identificar e reduzir o que é mais aberrante.

Estas observações nos levam a conclusão de que os partidos e os instrumentos de centralização do sistema político, tais como são concebidos, entram em contradição com as novas dinâmicas que vivem as sociedades de hoje e tendem a perder gradualmente sua força. Como exemplo, as formas tradicionais de democracia baseadas na representaçãço e intermediações (por períodos duradouros), tendem a se mostrar incapazes de absorver e canalizar estas dinâmicas em constante mutação, em particular quando a informação é abundante.

A perda de importância das organizações políticas gerais, que já vem ocorrendo, não significa, ao contrário do que dizem alguns, uma despolitização da sociedade. A prática política em um sistema complexo busca outros canais e se cola mais a dinâmica cotidiana. Ela se desloca para o terreno onde a política se materializa, isto é, no nível local, entendido como prática específica e não como algo espacial. Neste "lócus" é que os conflitos e interesses concretos tendem a se desenvolver e ser negociados. Isto aumenta a importâcia das organizações da sociedade civil que se transformam em espaço de ação política em torno de práticas específicas, viabilizando uma diversidade de tipos de ação, assim como de organizações que dão expressão à complexidade da vida social e permitem que ela se manifeste em sua diversidade.

Neste quadro as novas tecnologias, ao mesmo tempo em que aprofundam a complexidade, viabilizam a criação de novos tipos de Dispositivos de Interação Virtual mais adaptados às suas dinâmicas. A diferença dos DIVs anteriores, estruturados a partir da Imprensa, é que as novas tecnologias viabilizam sistemas complexos, descentralizados e interativos, onde o centro se desloca de um para outro ponto, a cada momento, dependendo dos processos e relações entre os diferentes agentes que se desenvolvem e se modificam constantemente.

Estes sistemas podem incorporar diferentes espaços e tempos e diferentes culturas. Enquanto nos sistemas simples a emulação se verifica pela competição e concorrência, nos sistemas complexos ela é emulada pela cooperação.

Ao contrário dos sistemas simples os sistemas complexos não podem ser descritos por uma racionalidade externa e superior a eles próprios, e não podem ser desmontados em partes e decompostos em relações causais com uma relativa permanência.

As tentativas de submeter os sistemas complexos a uma iniciativa centralizada se dissipam, submetidas a uma multiplicidade de ações originadas nos processos de sincronização entre os seus infinitos agentes. As dinâicas e características que assume o sistema, ao contrário do que ocorre nos sistemas simples onde parecem corresponder a uma cadeia de relações causais, são aqui frutos de processos emergentes cuja determinação se encontra em outro nível.

    Usamos aqui o conceito de emergência apontado por cientistas empenhados em entender sistemas que usam componentes relativamente simples para construir inteligência de nível mais alto, onde agentes locai desenvolvem ações seguindo regras simples que são capazes de gerar estruturas surpreendentemente complexas (Johnson, 2001).

    (Este tipo de sistemas) "resolvem problemas com o auxílio de massas de elementos simplórios, em vez de contar com uma única 'divisão executiva inteligente'. São sistemas bottom-up (de baixo para cima), e não, top-down (de cima para baixo). Pegam seu conhecimento a partir de baixo. Em uma linguagem mais técnica, são sistemas adaptativos complexos que mostram comportamento emergente. Neles, os agentes que residem em uma escala começam a produzir comportamento que reside em uma escala acima deles: formigas criam colônias; cidadãos criam comunidades; um software simples de reconhecimento de padrões apreende como recomendar novos livros. O movimento de regras de nível mais baixo para a sofisticação de nível mais alto é o que chamamos de emergência" (p. 14) (Johnson, 2001).

Estes processos emergentes criados por sociedades cada vez mais complexas, com suas características de auto-organização, entram em contradição com a dinâmica centralizada ehierarquizada das estruturas políticas da democracia representativa, originando graves crises, com confrontos e alternância entre processos de cima para baixo e processos emergentes.

As novas tecnologias permitem a criação de dispositivos de interação que servem como base para que se desenvolvam novas formas de organização que possibilitam a incorporação e convivência da mais ampla diversidade, assim como a convergência das diferentes dinâmicas particulares e às vezes até contraditórias existentes dentro dos movimentos. Neste sentido, as novas tecnologias podem oferecer suporte e instrumentos efetivos de organização social. Evidentemente, que não será uma organização social hierárquica e centralizada , mas uma organização que ganha a forma de rede e que se apresenta como uma multiplicidade de organizações civis e de comunidades virtuais.

As novas tecnologias, como o jornal de Lênin, podem estruturar uma ação política. Algumas experiências já mostram este potencial: iniciativas para dar uma maior transparência à ação política e administrativa, ao colocar certos serviços diretamente sob o olhar e ação do cidadão (prestação de contas sobre recursos, controle de suas informações, de sua situação e seus direitos nos diferentes setores do estado, plebiscitos, etc.), ou da compra de produtos e serviços para o estado através de pregões eletrônicos (que provocaram uma baixa de preços nas licitações). Mas, mais do que isso, elas viabilizam a constituição de comunidades virtuais, mecanismos interativos e redes que se expandem e se comprimem, se fundem e se dividem, suficientemente flexíveis para provocar sincronizações e absorver as contradições entre diferentes setores da população e se constituir em ações políticas muito superiores às forças que lhe deram origem, se transformando por isso mesmo em um imenso potencial regulador.

Nesses marcos torna-se necessário repensar, a partir de dinâmicas de baixo para cima, não apenas as organizações políticas, mas também as políticas públicas.


(*) Nilton Bahlis dos Santos É Pesquisador do Cais (Laboratório de Estudo e Pesquisa em Comunicação e Saúde do CICT - FIOCRUZ), especialista em processos complexos, Interação e Comunidades Virtuais e foi moderador da Comunidade Cris-Brasil.


Bibliografia Citada:

JOHNSON, Steven. Sistemas Emergentes. Madrid: Turner Publicaciones/ Fondo de Cultura Econômica, 2003. 260 pp.

LENIN, Vladimir. Par oú commencer? In V.Lênine - Oeuvres. Moscou V.5, 1973. 594 p.

NAVARRO, Pablo. Internet como dispositivo de interação virtual,1997. Disponível em: http://www.netcom.es/pnavarro/Publicaciones/InternetDispoInteracVirtua.html Acesso em 5 de dezembro de 2004.

SANTOS, Nilton Bahlis dos. A Ciência da Informação e o Paradigma Holográfico: A Utopia de Vannevar Bush. Tese de Doutoramento em Ciência da Informação - Ibict/Ufrj. Orientador Aldo Barreto Rio de Janeiro, 2005. 185 p. Disponível em: http://biblioteca.ibict.br/phl8/anexos/niltonsantos2005.pdf.

26 de set. de 2007

Taxi com auxílio eletrônico linguístico em Madri na Espanha

El delegado de Seguridad y Movilidad del Ayuntamiento de Madrid, Pedro Calvo, durante el acto simbólico de entrega del diccionario electrónico, en la Oficina de la Comisión Europea, esta mañana. Ha estado acompañado por el director de la Representación en España de la Comisión Europea, José Luis González Vallvé, y los presidentes de las asociaciones profesionales del taxi: Eladio Núñez -Asociación Gremial de Auto taxi- y Mariano Sánchez -Federación Profesional del Taxi-.

Pela primeira vez, o PT ao vivo na internet


Amanhã um dos grupos organizados do PT, liderado pelo Ministro da Justiça Tarso Genro, realizará seminário em Brasília para discutir a eleição dos próximos dirigentes do partido. É a primeira vez que uma atividade do PT será transmitida ao vivo pela internet. O seminário começará às 19h. Para assisti-lo, basta acessar www.mensagemaopartido.org.br

O grupo conhecido como "Mensagem ao Partido", está disposto a lançar candidato próprio à sucessão de Ricardo Berzoini (PT-SP), atual presidente do PT. Mas topa negociar um nome capaz de atrair o apoio de outras tendências.

25 de set. de 2007

Pisos salariais do jornalismo aumentam acima da inflação

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS assinou nesta terça a convenção coletiva com as entidades patronais, estabelecendo os pisos salariais de R$ 1.220 para os profissionais que trabalham na Capital e de R$ 1.000 para os que atuam em veículos do Interior. Para salários até R$ 4.500, foi aplicado o índice de 3,57%, referente à inflação medida pelo INPC entre junho de 2006 e maio de 2007. Para os ganhos acima de R$ 4.501, será aplicado o valor fixo de R$ 160,65.
Os pisos acertados significam aumentos acima da inflação. Na Capital, o índice chegou a 3,87% e, no Interior, a 4,69%. Conforme foi decidido em Assembléia do Sindicato na segunda-feira, o acordo não contém a cláusula que estabelecia o banco de horas, como queriam os patrões. Também vigora até maio de 2008 - a proposta patronal de dois anos não entrou no acordo.
Uma das cláusulas prevê que o pagamento das diferenças salariais, referente aos meses de junho, julho, agosto e setembro de 2007, será inserido na folha de outubro, a ser paga no início de novembro. Isso não impede que empresas paguem antes do prazo acordado.
"Aceitarmos a proposta anterior do patronato significaria a adoção da compensação de horas extras, algo que nunca acontece nestes casos", explica o presidente do Sindicato, José Nunes. Segundo o dirigente, o tamanho do acordo foi proporcional ao volume da mobilização da categoria. Por isso, conclama os profissionais a começarem a discutir formas de modificar o quadro para a convenção do próximo ano. "O Sindicato está disposto a percorrer as redações e debater com os colegas. Não podemos ficar inertes", defende Nunes.

www.jornalistas-rs.org.br

23 de set. de 2007

Ambientalismo e Educação são as principais linhas de atuação da vereadora paulista Soninha

Recebo sempre o boletim da vereadora paulista Sonhinha. Aqui pesquei uam das notícias que recebi que acredito não ter fronteira, assim, não é somente divulgada em São Paulo.

BIBLIOTECA DIGITAL
A Editora Fundação Perseu Abramo colocou 43 de seus livros à disposição para dowload integral e gratuito. Os autores vão de Mark Twain e Celso Furtado a Paul Singer, Aloysio Biondi e Maria Rita Khel, entre outros. Coisa fina.

18 de set. de 2007

Campanha Pela cultura da Paz no dia-a-dia




Quando fui procurado pelos amigos Ricardo Rojas e Simone Ramos, numa noite dessas para uma campanha da Paz, trocamos várias idéias e rapidamente chegamos a conclusão que seria muito importante uma movimentaçao pela internet, mais precisamente no site de relacionamentos do orkut. O ciberativismo faz suas ações de diversas formas, assinando documentos para reivindicar soluções e deliberações em âmbito legal e político, através de hackers e em campanhas através de sites e blogs. A nossa campanha PELA CULTURA DA PAZ é específica da cultura visual, onde para participar basta trocar a sua foto no perfil pela foto da campanha e/ou deixar em seus recados e nos dos seus amigos, a imagem adequada para recados. Aqui estão as duas imagens que fiz: Uma para perfil e outra para recados.
Mãos porque a paz deve ser constrúida por mulheres e homens; com todas as cores, pela diversidade a ser preservada contra os conflitos etnicos e de raça; não coloquei a corriqueira pomba branca, por que está muito identificada com os movimentos de paz feita no calor de atentados e quando a elite se vê afetada pela violência que ela mesmo contruiu; e por fim, utilizamos a Internet pela possibilidade de mobilização viral que a cibercultura proporciona!
Participe do nosso movimento colando as imagens no orkut.

17 de set. de 2007

chuecaWiFi em Madri


"Na cidade de Madri, o bairro de Chueco, alcançou 90% de coberturta de internet sem fio. São mais de 200 hotspots já instalados. Estima-se que até o fim do ano esse número chegue a 300. O projeto chuecaWiFi, iniciado no início de junho, é uma idéia da revista Zero e pela empresa de internet móvel FON e teve uma grande aceitação por parte dos moradores e comerciantes do bairro. Abaixo alguns trechos de uma matéria publicado no Elmundo. "El proyecto chuecaWiFi, impulsado a principios de junio por la revista 'Zero' y FON, ha sido un "éxito", según el director de Marketing de FON España, Alberto Méndez. Un éxito que "se debe a la participación activa de los vecinos y comerciantes del barrio, que ha permitido un crecimiento viral y acelerado del movimiento en un tiempo récord", dice Méndez. En los próximos meses 'chuecaWiFi' se consolidará. "Nuestro objetivo es acabar el año con más de 300 puntos de acceso y extender la conexión a Internet más allá del perímetro urbano del barrio de Chueca", añade. El lanzamiento de 'chuecaWiFi' coincidió con la pasada celebración del 'Europride' y se ha convertido en un fenómeno sociológico. "Los vecinos de Chueca se caracterizan por su modernidad y rápida adopción de las últimas tendencias, y 'chuecaWiFi' ha generado un importante sentimiento de pertenencia. Vecinos y comerciantes se han identificado con un proyecto revolucionario que crea nuevas maneras de vivir y trabajar en el barrio y de relación con los visitantes", apunta el directivo de FON. Basta visitar el barrio para ver una nueva realidad urbana, "vecinos que han desplazado su puesto de trabajo a la plaza o al bar de moda, que celebran sus reuniones profesionales en la cafetería de la esquina o gente en tránsito que acude a Chueca porque sabe que allí encontrará una conexión a Internet", concluye Méndez." Foto: Elmundo; Fonte: blog do André Lemos

2 de set. de 2007

Dez anos depois, 107 ações questionam privatização da Vale


No último sábado, movimentos sociais deram início a campanha por plebiscito sobre a reestatização daVale do Rio Doce. Dez anos depois, a privatização da mineradora ainda é questionada na Justiça. Ao todo 107 medidas judiciais entre ações populares e ações civis públicas constroem a reverção da venda, realizada em maio de 1997. O plebiscito está marcado para 7 de setembro, quando ocorrerá a marcha do Grito dos Excluídos.

Atualmente, o destino da maioria dos processos que questionam a privatização depende de uma decisão da 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre um recurso da mineradora para impedir o julgamento, que está parado.

Às vésperas do leilão da companhia, que ocorreu em 6 de maio de 1997, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu juntar todas as ações que propunham a suspensão do processo, para evitar decisões conflitantes sobre o mesmo tema. As ações foram então encaminhadas à Justiça Federal em Belém.

Em outubro de 2005, a desembargadora Selene Maria de Almeida devolveu todos os processos à Justiça Federal em Belém e ordenou o julgamento do mérito dessas ações e a realização de perícias nos documentos da privatização da Vale.

A mineradora recorreu ao STJ, pedindo que as 69 ações populares que tramitam em Brasília sejam sepultadas. A companhia alega que o TRF contrariou a primeira decisão do STJ, para que todos os processos relativos ao assunto tivessem tratamento igual ao de uma ação do Ministério Público Federal arquivada pela Justiça Federal em Belém.

Dos oito juízes do STJ aptos a votar, apenas dois se manifestaram favoráveis à Vale: Luiz Fux e José Delgado. Em junho deste ano, o ministro João Otávio Noronha pediu vista do processo, o que paralisou o julgamento.

Procurada pela Agência Brasil, a Vale do Rio Doce afirmou, por meio de sua assessoria de comunicação, que não vai se manifestar sobre a venda da empresa. Também não quis se manifestar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pelo Programa Nacional de Desestatização, no qual a Vale foi privatizada.

Petição ao Senado Federal contra as limitações do uso da internet

Petição por uma Internet Democrática

Consulta Pública da Agência Nacional de Telecomunicações propõe severas limitações ao uso do espectro eletromagnético, que podem inviabilizar redes comunitárias e outras iniciativas de inclusão digital. Rits, Intervozes e Associação Software Livre manifestam-se contra a proposta.
Aqui no CulturaLIVRE, tu podes clicar no banner da petição ao Senado Federal para assiná-la.

15 de jun. de 2007

Construíndo a Regularização da Profissão de Designer no Brasil

REGULAMENTAÇÃO DA ATIVIDADE DE DESIGNER

A cultura visual no Brasil é algo ainda não alcançado na sua plenitude, talvez seja por isso que o campo das profissões que trabalham com imagem ainda seja tão deixado para segundo plano no nosso país. Começando pela desvalorização das artes visuais, onde a obra de arte tem pouca divulgação sofrendo uma crise que remonta ao início do século passado, onde a reprodutibilidade técnica jogou, e ainda joga a arte para um campo cada vez mais intelectualizado e de metier, sem contar com a manipulação imagética muito bem feita pela TV em seus comerciais e novelas, passando pela confusão que se tem entre professores de arte e decoradores de escolas, pensamento que reside nas cabeças atrofiadas da maioria dos educadores brasileiros com ressalva de alguns casos isolados, chegando até a falta de regulamentação da profissão de designer, fruto de uma desvalorização da profissão que se constitui na opinião da nação como um todo a respeito do tema.
Das profissões que citamos acima (professor de arte, artista e designer) notamos que existam diferenças entre os casos. O professor de arte, mesmo que não tenha prioridade na decisão dos horários da grade curricular e seja confundido com um decorador de festas em datas festivas, é gerenciado por lei e barganhou seu espaço tendo assegurado seus direitos de trabalhador; O artista, mesmo que ainda não seja valorizado como em outros países, vem ocupando seu espaço e vale ressaltar, que o Brasil tem avançado bastante neste aspecto, mas para desgraça dos artistas, um país de famintos pouco tempo tem para contemplar arte sendo capturado antes pela telinha colorida que inclusive divide o mesmo teto.
Nossas primeiras frases dão conta deste panorama para além da profissão de designer, porque a construção de uma consciência coletiva nacional a respeito da regulamentação da profissão de designer se imbrica com a valorização do campo da imagem como um todo, assim como para se valorizar em massa a enfermagem precisa se valorizar o campo dos profissionais da saúde, igualmente que para se valorizar o sociólogo precisa se valorizar o cientista político, e assim por diante. A investigação deste ponto de vista que colocamos pode ser aprofundada em outra ocasião deixando este trabalho para trazermos elementos específicos da área do designer.

ANDAMENTO DA REGULAMENTAÇÃO DE DESIGNER
Aqui trazemos alguns dados da profissão, bem como um levantamento de algumas passagens históricas da tramitação de registros no sentido de regulamentar a profissão de designer. Começamos pelas datas que marcam as tentativas de regulamentar a profissão. O Projeto de Lei 2621/2003 que regulamenta a profissão de Designer/Desenhista Industrial foi encaminhado no dia 27 de novembro de 2003 pelo deputado Federal Eduardo Paes. Vejamos o andamento da matéria na câmara dos deputados:
27/11/2003
PLENÁRIO (PLEN) - Apresentação do Projeto de Lei pelo Deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ)
5/12/2003
Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) - Às Comissões de Educação e Cultura, Trabalho, de Administração e Serviço Público e Constituição e Justiça e de Redação (Art. 54 RICD) - Art. 24II
9/12/2003
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Recebimento pela CEC.
9/12/2003
COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES (CCP) - Encaminhada à publicação. Publicação Inicial no DCD de 10/12/2003.
11/12/2003
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Abertura de Prazo para Emendas ao Projeto a partir de 12/12/2003
18/2/2004
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Encerrado o prazo para emendas. Não foram apresentadas emendas.
29/4/2004
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Designado Relator, Dep. Eduardo Seabra (PTB-AP)
16/3/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Devolvida sem Manifestação.
21/3/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Designada Relatora, Dep. Iara Bernardi (PT-SP)
2/6/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Apresentação do Parecer do Relator, PRL 1 CEC, pela Dep. Iara Bernardi
2/6/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Parecer da Relatora, Dep. Iara Bernardi (PT-SP), pela aprovação.
9/6/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Apresentação do Parecer Reformulado pela Dep. Iara Bernardi
9/6/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Parecer Reformulado, Dep. Iara Bernardi (PT-SP), pela rejeição.
23/6/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Devolvida à Relatora, Dep. Iara Bernardi (PT-SP)
14/12/2006
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Devolvida sem Manifestação.
31/1/2007
Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) - Arquivado nos termos do Artigo 105 do Regimento Interno. DCD de 01 02 07 PÁG 208 COL 01. Suplemento A ao Nº 21.
Em 23 de junho de 2005, representantes da Associação dos Profissionais em Design do RS (APDESIGN), Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal (ADEGRAF) e da Associação dos Designers de Produto (ADP), estiveram reunidos com o chefe de gabinete da deputada Iara Bernardi, Marcos Tenório, em Brasília, para reivindicar uma nova apreciação do Projeto de Lei 2621/2003. No início do mês de junho, o Projeto recebeu parecer favorável à aprovação por parte da Relatora, porém, uma semana depois, ela reformulou seu próprio parecer, não mais o recomendando à aprovação.

PUBLICIDADE E PROPAGANDA: PROFISSÃO SOMBRA
Diz um ditado que se espelha na natureza, que quando tem uma árvore pequena que necessita crescer, e está perto de uma velha árvore com copa avantajada, a velha árvore faz sombra à pequena lhe roubando o sol ou lhe fazendo sobra, impedindo a pequenina árvore de se tornar grande também. É mais ou menos assim que se dá a convivência entre o publicitário e o designer. O publicitário cumpre um papel fundamental no desenvolvimento de uma agencia de publicidade, num escritório de comunicação visual nas funções de produtor de idéias e textos, mas na maioria das vezes este profissional adentra no setor que seria específico de designer. Porém, quanto mais à preocupação com uma suposta produção, igualmente, tem crescimento a preocupação de se ter os diversos profissionais, designer e publicitário, trabalhando cada um no seu setor dentro de um local de desenvolvimento de produção visual que engloba os dois.

CONSTRUÍNDO AS BASES PARA A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO
Ainda não temos a regulamentação da atividade de design, o caminho é longo e duro, mas não impossível. A auto-regulamentação seria uma das saídas para um projeto feito pelos próprios designers da área, se tornando mais fácil encaminhar ao congresso posteriormente ao invés de um parlamentar encaminhar. Uma vez formatado o projeto, se torna um código da profissão, igual ao que acontece com os publicitários, depois o processo seria enviar ao congresso com as assinaturas dos profissionais da área, o que demanda participação, mobilização e organização. Esta auto-regulamentação já foi feita em 2003 pela ADG - Associação de Design Gráfico.
Dentro do campo das pessoas que devem encampar está briga, estão os profissionais organizados em escritórios e empresas de design, os profissionais liberais que trabalham por conta e os estudantes e professores da área. Mas é importante nos perguntarmos para que queremos a regulamentação: Reduzir a quantidade de profissionais, diminuindo a concorrência e fazendo reserva d mercado? Ou aumentar a empregabilidade da atividade, garantindo espaço em editais e outras possibilidades de emprego como forma de ampliar os espaços para os designers? Aqui reside uma questão importante para que não travemos a ascensão da cultura em design no Brasil em optar pela reserva de mercado.

13 de jun. de 2007

Um dos maiores site para baixar torrents do Mundo está sendo censurado

"Olá amigos do TorrentSpy, Esta mensagem é para informá-los sobre as tentativas recentes vindas da Motion Picture Studios para fechar o site. Como vocês devem saber, em Fevereiro de 2006 a Major Film Studios e suas subsidiária em Washinton a Motion Picture Association of América MPAA, entrou com um processo contra a TorrentSpy e outros mecanismos de busca.
Acreditamos que os hackers contratados ainda não são o bastante para a Film Studios e a MPAA. Agora eles querem saber quem você é, o que você procura e o que você baixa. Resumindo, aos olhos da Film Studios, os websites não deveriam permitir navegação anônima na internet – em quaquer lugar – como se fosse da conta deles.
O que realmente amedronta nisso é que se nós perdermos a batalha judicial, a Film Studios terá poder para forçar qualquer mecanismo de busca a coletar dados sobre VOCÊ. Não é exagero afirmar que esta derrota seria um prego no caixão da internet.
Nós passamos o último ano desafiando a campanha insensível deles contra as Primeiras Leis Mundiais de aprimoramento da Privacidade Pessoal. Nós tivemos sucesso em atrasar a audiência em propósito da coleta de dades equanto recorremos judicialmente. TorrentSpy não irá criar logs sbre o que você navega sem o seu consenso.
Apesar de usarmos Google Analytics para as estatísticas do site, nossos servidores nunca rastrearam seu endereço de IP, suas buscas ou como você usa o site. Nós somos a favor da privacidade e estamos lutando por seus direitos!"


encaminhado pelo colega da comunicação Mateus SRK da Silveira Garcia

6 de jun. de 2007

Polícia Alemã senta o cacete em manifestantes no encontro do G8 em Rostock

Um protesto inicialmente pacífico contra a cúpula do G8 terminou em violência, no último sábado (02/06) em Rostock, no norte da Alemanha. De acordo com um balanço da polícia, até o final da tarde, mais de 150 policiais tinham sido feridos, alguns deles gravemente, em confrontos com ativistas, conforme matéria da organização do encontro. A conta dos feridos dos manifestantes não foi divulgada, mas é só fazer a conta por cima na dedução de que cacetete contra bandeira deve dar us 5 X 1 a favor do time das tartarugas pretas.
Segundo a organização Attac, cerca de 80 mil pessoas participaram do protesto sob o slogan "um outro mundo é possível".
Mas além de pancada, reivindicação e repressão, o G8 tem também encontros diplomáticos importantes, como por exemplo, o presidente Bush Jr. e Putin que se encontraram depois de farpas pela mídia.

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, defendeu nesta quarta-feira (06/06) a ampliação do Grupo dos Oito com a integração do que chamou de "importantes países em desenvolvimento"..."Temos antes de ir em direção a um G20 do que para um G5", disse Lamy à rádio France Culture no dia da abertura da cúpula do G8 na Alemanha. Segundo ele, sem países como a China, Índia, Indonésia ou Brasil não são possíveis "negociações sérias".



26 de mai. de 2007

RCTV deixará de existir às 23h59 deste domingo

Neste domingo, exatamente às 23h59 (horário local), a rede de televisão RCTV, que tentou golpear o Presidente Hugo Cháves na Venezuela, deixará de existir. A Rádio Caracas Televisión (RCTV), não terá sua consessão renovada pelo governo Venezuelano. A RCTV deve cessar suas transmissões e colocar um ponto final nas novelas mais alienantes do país, nos seus telejornais facistas e em todo o resto da sua programação conservadora. A decisão de Hugo Cháves é considerada uma das mais importantes, tendo em vista o poder da mídia não só na Venezuela com em todo o mundo. As forças conservadoras do Brasil e do Mundo repudiam a não renovação da consessão que expira neste domingo. Vamos alguardar o enfoque da Globo depois de batido o martelo. Uma peculiaridade do enfoque dado pelos telejornais dos Marinho sobre o assunto é a diferença de opinião a respeito da consessão da RCTV e das emissoras comunitárias no Brasil, que são tratadas como Piratas. Para as comunitárias as consessões não devem acontecer, para a RCTV sim. Um peso duas medidas!!!