31 de jul. de 2007
Ministro Haker da contracultura difunde os ideais Linux
MILÃO - O ministro da Cultura, Gilberto Gil, que está na Itália para apresentações de sua nova turnê mundial Banda Larga, dedicada às novas tecnologias e ao problema de acessibilidade à propriedade intelectual, declarou ontem que "a cultura como um todo e principalmente a música devem se tornar livres e compartilháveis, assim como o software Linux".Não por acaso, cada concerto da nova turnê é aberto por uma voz que diz: "Pede-se aos senhores espectadores para que filmem e fotografem o show e para que o baixem no site de Gilberto Gil".
"Estamos em uma fase de continua evolução. Não se pode pensar em defender o existente. É necessário procurar novos modelos, novas definições de direitos autorais e novos modos de remunerar os artistas", explicou Gil, que se apresentara depois de amanhã no festival latino-americano de Assago, cidade da província da Lombardia, região norte da Itália. "Não sou eu que digo isso, mas um vasto número de opiniões que aprendi a conhecer, sobretudo quando me tornei ministro e comecei a intermediar os pedidos da sociedade civil e as posições oficiais do Governo, sancionador das leis".
Para compensar as gravadoras e os artistas pela perda dos direitos autorais, procurando também evitar que quem baixa bens de propriedade intelectual pela rede venha a ser acusado de crime, Gil já tem em mente um modelo: "O Linux é um software livre e aberto, para cujo desenvolvimento contribuem milhões de pessoas em cada parte do mundo. Ninguém paga para tê-lo, mas pode-se contribuir para melhorá-lo, tanto que atualmente, nos estúdios de Hollywood, 70% dos computadores utiliza a plataforma Linux para a realização de efeitos especiais, pois se mostra mais confiável".
Perguntado se o mercado musical, uma vez desligado da industria fonográfica e das exigências de lucro, poderá se desenvolver neste caminho, Gil respondeu: "É cedo para dizer, pois vejo os movimentos atuais, e não o futuro. Este depende do quanto será intenso o movimento social que surgirá voltado a essas novas possibilidades".
Para as novas tecnologias, "necessárias para o desenvolvimento e a mudança", Gil dedicou também sua música Banda Larga, cujo vídeo-clipe foi filmado dentro de sua própria casa, com um telefone celular, pelo cineasta Andrucha Waddington, e difundido posteriormente pela internet (assista aqui).
Na cozinha, entre geladeiras cobertas de imãs e amigos reunidos ao redor de uma mesa, o "Ministro da Contracultura" - como foi recentemente definido pelo jornal britânico The Guardian - canta sobre novas tecnologias, internet e YouTube.
Uma música que é um verdadeiro manifesto da cultura digital e da informação democrática, já que, segundo Gil, "como antes necessitávamos de ferrovias e estradas, hoje todos precisamos de banda larga".
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29 de jul. de 2007
O som instrumental e as cordas intuitivas de Celso Krause no Palco MP3
Celso Krause apresenta seu trabalho no Palco MP3. Entre as canções estão Agosto, Arabesque, Insigh, Grande Hotel, Bah Loucura, Acid, Estourando Pipoca e outras não menos importantes. "Escolhi algumas musicas entre meus 4 cds gravados para colocar a disposição" comenta Krause que oportuniza aos internautas escutarem inclusive, faixas inéditas do seu trabalho através do palco mp3, que é espaço para o músico alternativo.A história de Celso Krause remonta a década de 80 com estudo e atuação na cena musical. O som instrumental de Krause com suas cordas intuitivas, apresentam qualidade e talento ao mesmo tempo que convidam para viajar no mundo da imaginação fértil, característica típica dos ouvintes instrumentais.
A diversidade temática dos trabalhos, fazem que a viajem de uma música, se amplifique e se alterne quando escutamos o resto da sua obra.
Entre os vários grupos formandos com a presença de Celso Krause destaca-se o Fenemê com atuação durante os anos 90, composto na época por Carlos Ferreira (violão), Maurício Veiras (bateria), o paulistano Alex Chagas (baixista), Eduardo Varela (pianista), Daniel Zanotelli (saxofone e flauta) e Renato Gervini (compositor e percussionista).
Em outra formação mais recente, O Fenemê conta com Ênio Sieburger (percussão) e Daniel (sax alto).
As músicas "Estourando Pipoca" e "Beba do Blues" são do último cd independente de Celso Krause intitulado "Bossa'n'dombe".
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23 de jul. de 2007
Versão cabelo curto da marca pessoal
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22 de jul. de 2007
A cobertura criminosa da tragédia (do portal vermelho)
Em 68 anos de vida, e muitas décadas de jornalismo pelo mundo afora, jamais havia testemunhado cobertura tão politizada (e vergonhosa) de uma tragédia. O caso do vôo 3054 deverá, no futuro, servir aos professores de comunicação como uma anti-receita de conduta em casos dessa natureza.
por Mauro Carrara*
Até agora estou estarrecido com a edição maquiavélica do Jornal Nacional, na noite de 18 de Julho. A dor e o desespero das famílias foram transformados em uma peça de propaganda eleitoral. Apresentou-se a comoção, a "prova" sugerida e o "culpado" por tudo.
Ultimamente, sempre que há mutreta e grave manipulação dos humores nacionais, verifica-se sempre a participação de um mestre oculto: o Sr. Ali Kamel, poderoso demiurgo das sombras a serviço das Organizações Globo. Na revista Veja e no jornal O Globo, esse homem de comunicação foi adestrado para a função que hoje executa com inegável competência: instaurar a desconfiança e destruir imagens públicas.
Na quarta-feira, ainda que sobrassem indícios de que o acidente não tinha sido causado por problemas na pista de Congonhas, todos os telejornais da Globo insistiram na teoria. Depoimentos dissonantes, como o do professor Duarte, da UFRJ, foram grosseiramente limados, desemoldurados, para quem não fossem compreendidos e assimilados pelo público.
A edição do Jornal Nacional de 18/07/2007 deve ser gravada e guardada. Em termos de distorção nada fica a dever àquela que reproduziu seletivamente trechos do último debate eleitoral de 1989. Mostrou gente desesperada, e arrancou lágrimas, até deste jornalista acostumado a ver o sofrimento humano. Em seguida, rumou para Brasília, a indicar solenemente o "culpado".
Num trecho hard-core colocou na tela, como inquisidores impolutos, o rei das menininhas do Amazonas, senador Arthur Virgílio, e o sai-de-finho Raul Jungmann, que até agora não explicou a história do desvio dos R$ 33 milhões no Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Não estranhamente, o Jornal Nacional de Ali Kamel desconsiderou duas entrevistas fundamentais à compreensão das causas do acidente: uma do presidente da TAM, Marco Bologna, e outra do superintendente de engenharia da infraero, Armando Schneider Filho. Motivo evidente: ambos descartaram a ausência do grooving como causa do acidente.
No momento da exibição do Jornal Nacional, o planeta bem informado já sabia de outros detalhes fundamentais à explicação da tragédia. O avião havia percorrido a pista numa velocidade quatro vezes maior que o padrão na aterrissagem. Meu sobrinho me disse que seria como se alguém entrasse a 100 km/h no drive-thru do Habib’s. O assunto também foi ignorado pelo JN. E por quê? Porque provocava fissuras no denso muro da tese vigente.
Logo depois da tragédia, a Rede Globo de Televisão expediu seu "parecer técnico" determinando a causa da tragédia: a ausência das ranhuras na pista. Segundo esse raciocínio, a responsabilidade seria da Infraero e, por tabela, do Governo Federal. Conclusão final da Rede Globo e de Ali Kamel, repassada insistentemente a todos os brasileiros: Lula matara 200 pessoas!
Como referência de informação, a Rede Globo contaminou o resto da cobertura, influenciando todas as concorrentes e oferecendo munição a todos os articulistas anti-governo, de Norte a Sul do Brasil. De Daniel Piza, do Estadão, a Eliane Cantanhêde, da Folha de S. Paulo, todos se puseram a incriminar o Governo Federal.
A bola de neve, ou de fogo, inflamou internautas em todo o País, e não somente estes, posto que gente na rua repetia nos pontos de ônibus e nos botecos a tese do "grooving" e do Lula assassino.
Causa mais estranheza a rapidez com que a Rede Globo montou seu discurso acusador, logo convertido em "reconstituições por computador" que indicavam uma suposta derrapagem. Foi rapidíssima no gatilho e evitou que qualquer outra hipótese ganhasse força.
Durante dois dias, pouca gente questionou essa teoria. Quem já pousou em Congonhas sabe que uma "derrapagem" não levaria o avião para o outro lado da Avenida Washington Luís.
A Rede Globo de Televisão, de Ali Kamel, construiu, portanto, aproveitando-se da tragédia, uma poderosa peça publicitária eleitoral. Manipulou, distorceu, comoveu e incitou o ódio contra o Presidente da República. Por vezes, sutilmente; por vezes, com agressividade.
Cabe ao povo brasileiro decidir, na próxima renovação de concessão, de que maneira se pode coibir a utilização do corredor público de ondas para fins eleitoreiros, ou golpistas.
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21 de jul. de 2007
AUTO-RETRATO NA SALA DE FAX - ALEX CABISTANI

I - "Ensaios mil e agora este improviso.../ A história é fútil, mas a casa é cheia.../ Os contra-sensos turvam meu juízo.// O que será menos falso afinal:/ A minha tristeza dissimulada/ Ou esta alegria profissional?!" Inauguração;
II - "Mas essa dor na consciência de quem/ Não engole livros por pressão vã.../ Faria Mestrado em Protelações/ Se eu morresse amanhã!" (...) Flauta Doce;
III - "Eras linda como um anjo,/ Agora não lembro mais./ Não guardei nenhuma foto,/ Sonhei nós dois imortais./ O teu endereço eu tenho,/ Mas tu não moras mais lá..." Acontecer;
IV - "Voltei pra casa descalço./ Troquei um sonho deserto/ De laranjas não provadas/ Por rosas embriagadas/ De um beijo alcoólico a três." Amaro;
V - "Bíceps/ tórax/ cóccix/ sexo/ ficções./ Animal desejo de ser gente.// A adolescência é um estado de espinhas." Tardes de Primavera;
VI - "Eu não provei de vosso vinho,/ De vossos canapés azinhavrados,/ Não mendiguei lassos prefácios nem orelhas,/ Não masturbei vossos lingotes mal lavrados./ Eu não confraternizei./ Fui antipático. Anti-séptico. Anti-society./ Não arrotei vosso peru brindando Sprite." (...) Ouropel;
VII - "Quando pequeno,/ Era uma criança sem graça./ Com o tempo, as coisas mudaram:/ Hoje sou um adulto sem graça." Metamorfose;
VIII - "Morreu implorando por um abraço,/ Sufocado pelo excesso de nada,/ Num ritual de dor solitário e drástico./ Pobre garoto urbano!/ Seus companheiros eram de plástico,/ E seus universos, de pedra..." In vitro;
IX - "Não sintam muito. Não lamentem./ Eu tenho o respaldo dos deuses./ Andarilho errante/ Nesta marcha acertada.// Sobre paralelepípedos/ Sobre o musgo da História/ Eu vou fazendo/ A minha história." Errante.
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18 de jul. de 2007
projetar soluções originais e de baixo custo para os 90% da população mundial que não tem acesso à infra-estrutura básica.
Noventa por cento da população total do mundo de 6.5 bilhões de pessoas não tem acesso à maioria dos produtos e serviços que os países desenvolvidos têm com facilidade. 5,8 bilhões de seres humanos não têm acesso regular a alimentos, água limpa, transporte, saúde ou moradia. O projeto “Design for the Other 90%” explora um movimento crescente entre designers, engenheiros, estudantes, professores, arquitetos e empreendedores sociais, cujo objetivo é projetar soluções originais e de baixo custo para esses “outros 90%.” Com parcerias locais e globais, os indivíduos e as organizações estão encontrando maneiras originais de superar os desafios básicos da sobrevivência humana, trazendo progresso para as populações mais pobres e marginalizadas do mundo todo. Retirado de http://other.cooperhewitt.org/about/
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16 de jul. de 2007
Decifrando o mistério das vaias a Lula
1) Havia mais de um mês, já se falava numa "recepção" diferenciada a Lula na festa de abertura do Pan. O assunto era comentado com freqüência na Avenida Alfredo Baltazar da Silveira, no prédio da Secretária Municipal de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro.
2) Há cerca de três semanas, esse foi supostamente o tema de uma reunião entre Marcelino (que deve ser o D'Almeida), Moacyr (que deve ser Barros Bastos) e Gustavo Coimbra Coelho Cintra, na sede do Recreio dos Bandeirantes.
3) Estranho é que, no dia seguinte, o assunto voltou à baila num encontro entre Coelho Cintra e as senhoras Ágata Borges de Castro e sua lugar-tenente, Cecília de Moraes. Na secretaria especial de comunicação, gerou-se uma turbulência. Era preciso recrutar gente para um serviço especial.
4) No mesmo dia, na Rua Afonso Cavalcanti, apareceu o Sr. Alexandre da Fonte, do Riocentro, disposto a ajudar no que fosse necessário. Tinha uma lista de voluntários para ajudar nos serviços extras - relação que circulou por mais de um departamento.
5) Dias depois, noutra secretaria, ouviu-se exatamente a mesma coisa. Os preparativos para a recepção a Lula tinham de ser especiais. O Sr. João Marcos de Alburquerque pediu, então, uma reunião com o pessoal do COB, que se deu no dia seguinte. Carlos Arthur Nuzman, sabe-se, recebeu Albuquerque para tratar do assunto. Não se saber exatamente sobre o que falaram.
6) Consultado sobre o assunto, na época, o responsável pela imprensa do Comitê disse apenas tratar-se de "assunto político", não diretamente ligado aos preparativos para o Pan.
7) Estranho é que, em todo canto, o assunto "recepção a Lula" era ouvido. Há três semanas, esse mesmo assunto foi suposto tema de uma reunião do Relações Públicas Roberto Falcão com um grupo de publicitários paulistas, capitaneados por um certo Fabra e um incerto "Catchola", que apresentou uma série de desenhos do estádio, com destaque para as arquibancadas. Que se saiba, esses homens de propaganda não faziam parte do grupo de trabalho.
8) No mesmo dia, o tal Fabra esteve por horas com o Sr. Ali Kamel, diretor-executivo de jornalismo da Rede Globo e colunista de O Globo. Oficialmente, segundo a agenda do bam-bam-bam global, o assunto foi o Pan do Rio.
9) Há quinze dias, o tal Fabra teria novamente aparecido na sede do COB. Outro participante da reunião, segundo fontes confiáveis, foi um tal de Saulo Romay. Bendito Google. Vem a calhar que o sujeito é algo como representante da juventude do PSDB no Rio de Janeiro. O que teria ele a ver com a organização do Pan? É um mistério que perdura.
10) Nesse mesmo dia, coincidentemente, houve uma reunião especial entre os coordenadores dos voluntários do Pan. Cerca de 16 pessoas estiveram presentes. Ao fim, foram avisadas sobre um treinamento especial, que ninguém ainda sabe do que se trata.
11) Dia 2 de Julho. Informalmente, é criado - sabe-se lá por quem - um grupo de setenta voluntários, para serviços especiais.
12) Dia 12: preparação para a solenidade. Do nada, um grupo começa a treinar uma vaia. Não se sabe para quem. Não se sabe com qual interesse. Isso ocorre por três vezes durante o ato preparatório.
13) Aparentemente, os tais 70 são estrategicamente distribuídos pelo Maracanã. Alguém protesta, antes da cerimônia. Há confusão. No portão 18, cerca de 100 voluntários são barrados. Segundo a organização, seus lugares foram provisoriamente tomadas pelo pessoal da "coordenação estratégica".
14) Dia 13 de Julho, quase meia-noite. O estudante Rogério, de 18 anos, morador em Duque de Caxias, conversa com este repórter. Reproduzo fielmente o que me foi dito: - Era mesmo para vaiar o Lula, do jeito que disseram. Uns das coordenações, do grupo, puxaram mesmo e o pessoal foi atrás. Se dois, três começam, vai todo mundo no arrastão. Tinha gente lá ontem que nem tinha participado de nada. Foi lá só para agitar mesmo. E o pessoal foi no embalo. Eu não vaiei. Fiquei quieto. Mas teve uma agitação. Se alguém filmou direito, vai ver quem é que botou fogo na galera.
Por Mauro Carrara - Jornalista
Do Blog - República Vermelha
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15 de jul. de 2007
PCdoB decide romper com a CUT e o PT (Blog do Dirceu)
Uma leitura atenta da matéria "PC do B encerra casamento eleitoral com o PT", na página 13 do Globo de hoje (só para assinantes), revela que o seu título não expressa a extensão da decisão adotada pelo PC do B, apesar do presidente do partido, Renato Rabelo, deixar claro que o rompimento com o PT e com a CUT não envolve qualquer "estremecimento" com o governo Lula. Para justificar o rompimento eleitoral, Renato Rabelo, alega que a CUT está aparelhada pela Articulação Sindical do PT e que o PT prioriza o PMDB para a sustentação do governo Lula. Ou seja, os comunistas vão deixar de priorizar as alianças eleitorais com o PT, o que num sistema de dois turnos e com a possibilidade de proibição de coligação proporcional, não quer dizer muita coisa. O presidente do PCdoB admite na matéria que esse caminho poderá trazer prejuízos eleitores ao partido e torná-lo menor ainda do que é hoje, quando concorreu em coligações com o PT. É só verificar o resultado das últimas eleições quando, apesar de toda campanha midiática feita contra o PT, além de reeleger Lula, o PT foi o partido mais votado para a Câmara dos Deputados, elegeu 5 governadores, e mesmo não tendo um resultado bom para o Senado, tem 12 senadores. Já o PC do B foi muito mal votado e elegeu apenas 12 deputados, a maioria em coligações com o PT, e um senador, com total apoio do PT, sem o que não teria sido eleito.
O problema então é outro. É a falta de confiança política, de uma coalizão política entre os três partidos de esquerda, de um programa comum entre os partidos que deveriam ser o núcleo de esquerda do governo Lula. Já que com relação à participação no governo Lula ,tanto o PSB como o PC do B e mesmo o PT têm suas insatisfações e reclamam por espaço político. Mas, se analisarmos os cargos ocupados pelo PC do B, vamos ver que a legenda está devidamente representada.
O PC do B tem todo direito de escolher o caminho de rompimento com a CUT e de não priorizar alianças eleitorais com o PT. Mas a verdade é que essa decisão enfraquece ou quase impossibilita a aliança para 2010 e coloca, pelo PC do B, como inevitável a candidatura Ciro Gomes, contraposta ao PT que, todos sabemos que para vencer, terá de contar com o apoio do PT e de Lula. Isso sem falar na fragilidade do bloquinho PSB, PC do B, PDT, PMN, PHS e PRB, tanto para alianças eleitorais, já que predominarão os interesses locais e regionais, como para uma candidatura à Presidência da República.
Na verdade, o PC do B flerta com a política de apoiar o governo e fazer oposição à política econômica e disputar com o PT e a CUT. Uma decisão, no meu entender errada, e contrária aos interesses do próprio PC do B e da esquerda. Mesmo levando-se em conta os problemas surgidos com a disputa da Presidência da Câmara dos Deputados ou em eleições regionais da CUT como, na Bahia, onde os comunistas perderam para os petistas a direção regional da entidade.
Isso não basta para uma decisão tão radical e, muito menos, para o abandono das alianças eleitorais com o PT, onde o PC do B sempre foi favorecido, e muito, mesmo em detrimento de petistas. Tanto é assim que, muitas vezes, a direção nacional é que convenceu ou impôs a aliança com os comunistas. O PCdoB, hoje, não tem nada que o torne mais esquerda que o PT.
Fica então a pergunta: por que o PC do B tomou essa decisão? Não podemos aceitar que foi por causa da Presidência da Câmara ou da CUT regional, ou por mágoas e ressentimentos. Temo que seja, como já disse, uma fuga para o principal problema dos comunistas: a falta de votos.
Agora, o PC do B se apresentará para o eleitorado e para os trabalhadores com sua legenda e com sua Central Sindical. Mas isso não esconde o grave problema que temos enquanto esquerda: a ausência de um núcleo de esquerda para dar sustentação ao governo Lula, quando ele mais necessita e, pior, o risco de não existir esse bloco para disputar a sucessão de Lula.
As acusações de aparelhamento da CUT pela Articulação são ridículas. Basta olhar a situação da UNE e UBES, onde o PC do B exerce uma hegemonia ha décadas e, nem por isso, concordamos em criar outras entidades. Mas, se a moda pega e o PT decide criar outras entidades onde não tem hegemonia, e razões não faltam, estaríamos no pior dos mundos.
O mesmo vale para o outro argumento para justificar a criação do bloquinho: o hegemonismo do PT e sua relação com o Centro, ou seja, com o PMDB, que também soa ridícula, já que o PC do B sempre priorizou aliança com o PMDB. Na prática, nos primeiros 3 anos do Governo Lula, funcionou uma aliança não pública entre o PSB-PC do B- PMDB, e Aldo Rebelo só foi candidato e eleito presidente da Câmara pelo apoio de Renan Calheiros e do PMDB, além da anuência do PT e de seu apoio entusiasta em 2005.
O verdadeiro problema é que sem um bloco de esquerda com os quatro partidos - PT, PSB, PDT, PC do B, o ideal seria que o PV também participasse - a tendência natural é o PT e o presidente Lula terem que se apoiar no centro, no PMDB, PP, PTB, PR. Até porque para mudar essa política esses partidos precisam eleger 250 deputados e não os 140 que temos hoje.
Por tudo isso que tenho defendido uma reaproximação do PT com o PSB e o PC do B e uma repactuação de nossa aliança que vem desde 1989, com altos e baixos, a Frente Brasil Popular,e sua ampliação agora para o PDT e PV. Mas me curvo diante da realidade, a sucessão em 2010 e a decisão do PC do B.Só espero que ela não seja o prenúncio de uma dispersão da esquerda e possibilite a vitória de nossos adversários. Por fim, como diz o povo, espero que "Deus salve o Brasil", já que nós, mortais de esquerda, parece que estamos apostando na sorte e na fortuna.
São Paulo deverá ter aquecimento solar em novas edificações
O projeto aprovado foi enviado à Câmara pelo prefeito Gilberto Kassab e foi incorporado como substitutivo a um projeto que já tramitava na Câmara. O prefeito tem agora 15 dias para sancionar a lei, que entrará em vigor a partir da data de sua publicação.A nova lei obriga a instalação de aquecimento solar em residências unifamiliares e em apartamentos com 4 banheiros ou mais.
Residências unifamiliares ou apartamentos com até 3 banheiros precisam ser preparadas pelos empreendedores para a instalação futura dos aquecedores solares, isto é, deverão contar com instalações hidráulicas que permitam a instalação do reservatório térmico e das placas coletoras de energia solar.
Além das novas edificações residenciais, também são obrigados a terem aquecedores solares instalados as novas edificações construídas na cidade para a instalações de atividades de comércio e serviços como hotéis, motéis e similares, clubes esportivos, casas de banho e sauna, academias de ginástica e lutas marciais, escolas de esportes, estabelecimentos de locação de quadras esportivas, clínicas de estética, institutos de beleza, cabeleireiros e similares, hospitais, unidades de saúde com leitos, casas de repouso, escolas, creches, abrigos, asilos e albergues, quartéis e lavanderias industriais, de prestação de serviço ou coletivas, em edificações de qualquer uso, que utilizem em seu processo água aquecida.
Novas edificações industriais também são obrigadas a terem aquecedores solares instalados, se a atividade específica demandar água aquecida no processo de industrialização ou, ainda, quando disponibilizar vestiários para seus funcionários.
“A aprovação culmina um processo de discussão de mais de dois anos entre a sociedade civil e a Prefeitura Municipal de São Paulo, e é uma grande vitória para a energia renovável, descentralizada e sustentável”, comentou Délcio Rodrigues, pesquisador associado ao Vitae Civilis e coordenador da Iniciativa Cidades Solares.
“A nova lei representa um grande desafio para todos aqueles preocupados com a preservação do clima do Planeta e a Iniciativa Cidades Solares está pronta para colaborar com a Prefeitura e com as construtoras criando cursos para arquitetos e projetistas visando a aplicação da lei com a mais alta qualificação técnica”, comentou Carlos Faria, diretor executivo da associação de fabricantes de equipamentos solares DASOL Abrava e também coordenador da Iniciativa Cidades Solares.
“Gastamos no Brasil aproximadamente 8% de toda a eletricidade gerada para aquecimento de água no setor residencial. Os chuveiros instalados no Brasil são responsáveis por mais de 20% do pico de demanda do sistema elétrico. A lei de São Paulo, e a replicação que esperamos desta, certamente contribuirá para aliviar a pressão pela construção de novas usinas”, comentou Rodrigues. ”O aquecimento solar finalmente começa a contribuir com a preservação da biodiversidade e do clima do Planeta”, finalizou Rodrigues.
Fonte: Instituto Ethos
Data: 3/7/2007
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13 de jul. de 2007
Live Earth contra o aquecimento global
No sábado centenas de milhões de pessoas de todo o mundo assistiu os shows do Live Earth contra o aquecimento global. Será que os shows vão ter um impacto? Isso depende de nós. Uma solução para o planeta vai depender de mais do que sete shows – depende de nós, milhões de pessoas de todos os cantos do planeta se unindo para pressionar nossos governos e empresas para agir também. A carta de compromisso é mais do que uma petição, ela é um comprometimento pessoal para as sete coisas simples que todos nós podemos fazer, e um desafio para os líderes nos apoiarem antes que seja tarde demais.
Leia e assine a carta. Depois espalhe para seus amigos: http://www.avaaz.org/po/global
Quando se trata do planeta, devemos ser mais do que espectadores. A carta de compromisso é o principal propósito do Live Earth, ela define a ação depois de discurso e mostra o que fica depois que os shows acabam.
Acrescente seu nome clicando no link: http://www.avaaz.org/po/global
Essa semana nós podemos atingir milhares de pessoas e chegar á todo o planeta. Vamos fazer deste movmento um movimento global imbatível. A crise climática demanda nada menos do que isso.
Com esperança,
Paul, Graziela, Ricken, Ben, Hannah, Iain, Galit e toda a equipe Avaaz
Eu prometo:
1.A exigir que meu país participe de um tratado internacional nos próximos 2 anos, que reduza em 90% a poluição responsável pelo aquecimento global nos países desenvolvidos e em mais de 50% em todo o mundo, para que a próxima geração herde um planeta saudável;
2.A assumir atitudes individuais para solucionar a crise climática, reduzindo ao máximo as minhas emissões de CO2 e neutralizando o restante para me tornar uma pessoa "carbono neutra";
3.A lutar pela suspensão da construção de qualquer gerador de energia movido a carvão, que não tenha a capacidade de reter e armazenar o CO2 com segurança;
4.A trabalhar por um aumento significativo na eficiência do uso de energia da minha casa, trabalho, escola, espaço religioso e nos meios de transporte que utilizo;
5.A lutar por leis e políticas públicas que ampliem o uso de fontes de energia renováveis para reduzir a dependência do petróleo e carvão;
6.A plantar novas árvores e me unir a outras pessoas na preservação e proteção das florestas;
7.A comprar produtos de empresas e apoiar líderes que compartilham do meu compromisso em solucionar a crise climática e construir um mundo próspero, justo e sustentável para o século 21.
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10 de jul. de 2007
Nesta quarta é dia de Manifestar suas idéias
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8 de jul. de 2007
Planejamento familiar no Brasil (artigo)
Há pouco mais de um mês o presidente Lula anunciou o programa de política Nacional de Planejamento Familiar, entre as medidas estão: anticoncepcionais mais baratos - nas farmácias credenciadas no programa farmácia popular do Brasil, ampliação da distribuição de contraceptivos, laqueaduras e também vasectomia em hospitais públicos.
O objetivo do programa é garantir o acesso a esses métodos para a população mais pobre e proporcionar a natalidade responsável. Para Lula é uma reparação e representa um salto de qualidade no papel que o Estado precisa cumprir na sociedade, pois essas medidas dão condições para as famílias mais pobres escolher quantos filhos e quando querem ter, assim como a classe média.
Para as mulheres o programa representa autonomia, pois com informação, reduz o risco de uma gravidez indesejada, a qual ela é sempre a mais prejudicada, dá controle as mulheres de tomar suas próprias decisões; o que com certeza irá diminuir o número de abortos inseguros e clandestinos que existem em nosso país, conseqüentemente irá diminuir também o número de mortes maternas.
Já para os homens, ao ser oferecido cirurgia de vasectomia representa uma divisão-tanto no planejamento como nas responsabilidades sobre a reprodução. Difundir a vasectomia, o que caracterizou a inovação nessa política, exigirá superar tabus e irá caracterizar a conscientização masculina.
O planejamento familiar é um ato consciente, é um direito de toda família, tanto classe média quanto baixa planejar se quer filhos ou não. É uma política necessária e louvável do governo para com a sociedade visando a saúde, bem estar e universalizando um direito. Enfim, uma expressão de responsabilidade com as próximas gerações.
Melina Medeiros Félix - Coordenadora do GT gênero da Ong Hoc tempore
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1 de jul. de 2007
Joseph Beuys: "A revolução somos nós!"
É difícil dissociar a pessoa Joseph Beuys (1921–1986) de sua obra. Até a marca registrada deste artista-personagem de si mesmo – o chapéu Stetson – fazia parte de um amplo programa estético: "Neste momento, eu mesmo sou a obra de arte. Apenas insinuo uma direção no desdobramento, ou seja, indico que, nesta realização de tornar o mundo uma obra de arte, qualquer pessoa pode fazer parte, em potencial. Daí toda esta história de chapéu, que encaro como a tragicomédia da arte do nosso tempo"."Qualquer pessoa é artista"
Com esta famosa máxima, geralmente mal entendida, Beuys se aproximava da concepção de arte do movimento Fluxus, do qual fez parte, mas também se manteve distante. A idéia era abolir a hierarquia entre artista e observador, produtor e consumidor, destacando o papel ativo e criador da recepção.
Apesar de o Fluxus europeu, cujo importante centro foi Düsseldorf, cidade onde Beuys vivia, ter optado por não incluir o público diretamente em seus happenings, ao contrário da corrente americana, o impulso era promover o observador participante a co-autor da obra. Contraditoriamente, Beuys foi um grande encenador de sua imagem como artista à parte, com sua aura messiânica, verve de pregador e iniciativa de líder político. Com uma "concepção de arte ampliada" e a idéia de "escultura social", o artista radicalizou as fortes tendências artísticas dos anos 60 que priorizavam o processo de criação e de atuação política à criação de um objeto de arte consumível.
"Os mistérios ocorrem na estação ferroviária"
O ativismo de Beuys, que a partir de 1961 assumiu a cadeira de Escultura da Academia Estatal de Arte de Düsseldorf, onde ele mesmo havia estudado, se mesclou ao movimento estudantil. Em 1967, Beuys criou o Partido Estudantil Alemão, em reação ao assassinato do estudante Benno Ohnesorg, baleado pela polícia numa manifestação em protesto à visita do xá do Irã Reza Pahlevi, em Berlim.
Contrário à submissão da educação a estruturas institucionais, Beuys começou sua guerrilha dentro da universidade onde ensinava, permitindo em sua classe alunos reprovados no exame de aptidão. Em 1972, após ocupar a secretaria da universidade com um grupo de estudantes reprovados, exigindo sua admissão, Beuys foi demitido do cargo pelo então secretário de Ciência e Pesquisa do Estado da Renânia do Norte-Vestfália e futuro presidente da Alemanha, o social-democrata Johannes Rau.
"Democracia é uma coisa engraçada"
Após uma longa disputa jurídica, onde contou com o apoio público de artistas e escritores como Gerhard Richter, Heinrich Böll e Peter Handke, Beuys foi reabilitado, reassumindo sua cadeira em 1978. A carreira política do artista prosseguiria com as candidaturas ao Parlamento da Europa (1979) e à Assembléia Legislativa da Renânia do Norte-Vestfália (1980) pelo recém-fundado Partido Verde. Sua missão educativa se expandiria com a criação da "Universidade Internacional Livre", palco de muitos de seus projetos e atuações.
Ao mesmo tempo em que propagava uma democracia de base, uma reivindicação central de agrupamentos fundados por ele, como a Organização dos Não-Eleitores (1970) e a Organização por Democracia Direta através de Plebiscito, entre outros, Beuys era criticado por seus correligionários por seu suposto messianismo, prática demagógica, intolerância e tentativa de personalizar em sua própria figura ações coletivas.
"O cosmos é o enigma; o ser humano, a solução"
Não são poucas as histórias que contribuíram para a criação da aura em torno de Beuys. Mas há uma fundamental. Nascido em Krefeld, em 12 de maio de 1921, ele optou espontaneamente por lutar na Segunda Guerra, sendo recrutado em 1940.
Em 1943, o avião de guerra onde ele fora escalado como operador de rádio caiu na Criméia, onde foi salvo por nativos. Segundo sua versão da história, considerada fantasiada por alguns, o que o salvou foi o fato de os nativos tártaros o terem coberto de gordura e enrolado em feltro.
Feltro, gordura, cobre e cera, materiais básicos na obra de Joseph Beuys, são recombinados nos mais diversos objetos, instalações e performances, ao lado de materiais perecíveis, que sujeitam o objeto de arte à transformação ao longo do tempo.
Por maior que seja a ênfase na matéria, os processos invisíveis implícitos na concepção de suas obras, derivados da alquimia e da antroposofia, atribuem um caráter ritualístico ao processo de criação artística, transferindo para o objeto uma força a ser retransmitida ao receptor.
"Arte = Capital"
Entre as idiossincrasias de Beuys está a mistura de repertórios dificilmente compatíveis, pelo menos no senso comum: simbologia cristã e marxismo, Ocidente e Oriente (uma junção cristalizada na idéia ampliada de Eurásia, presente em algumas de suas performances e instalações), mitologia celta e Fluxus, um ecletismo também evidente no repertório das suas referências históricas, teológicas e estéticas, de Ignácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, a Gengis Khan, soberano mongol, passando pelo gângster americano John Dillinger e o marco da literatura moderna James Joyce. Apesar de ter aberto caminhos fundamentais para a arte contemporânea com sua "concepção de arte ampliada", Joseph Beuys dificilmente pode ser imitado, sem que o imitador caia em epigonismo. Talvez pelo fato de o seu trabalho ser tão radicalmente uma conseqüência direta da sua pessoa.
"Minha arte é política de libertação"
"Assim como o ser humano não existe, mas tem que surgir primeiro, a arte também tem que surgir, pois ainda não existe", diz uma das máximas do artista, para quem o objeto de arte não deveria se prender a nenhuma regra apriorística ao processo de criação. "Intuição em vez de livro de receitas", diz a outra máxima.
A obra de Beuys, representada nos mais importantes museus internacionais de arte moderna e contemporânea, está em grande parte concentrada nos arredores de Kleve, no oeste alemão, onde ele viveu. O museu de arte do Castelo Moyland, nas imediações, tem o maior acervo do artista, seguido pelo Museum Kurhaus Kleve, o Block Beuys, em Darmstadt, os museus de arte de Bonn e Düsseldorf, Museu Ludwig, em Colônia, e Galeria Staedel, em Frankfurt. O museu de arte contemporânea Hamburger Bahnhof, em Berlim, abriga o arquivo de mídia do artista.
fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1865235,00.html
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Aula Inaugural do Curso de Cinema e Animação do IAD/UFPEL
O Centro de Integração do Mercosul (auditório Simon Bolívar), recebe o realizador e produtor de filmes Gustavo Spolidoro que acompanhará nesta quarta-feira, as 19h a exibição dos filmes: Outros, de Gustavo Spolidoro, 2000 (curta-metragem) e Cão Sem Dono, de Beto Brant e Renato Ciasca, produção executiva de Gustavo Spolidoro, 2007 (longa metragem). Depois vai rolar uma conversa com o Gustavo. Apareçam, é "de grátis"!
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29 de jun. de 2007
Fernando Duarte e Renato Amui Palis dia 4 de julho no MALG
O MALG e a SaMALG tem o prazer de convidar para a exposição dos Artistas Selecionados pelo Edital 2007, Fernando Duarte e Renato Amui Palis. A vernissage será em 4 de julho, quarta-feira, às 18horas. A exposição pode ser visitada, até 21 de julho. Atualmente, o MALG expõe o Projeto Intercâmbio Internacional de Miniarte, da Associação de Artistas Plásticos do RS - Chico Lisboa. Artistas internacionais e nacionais, incluindo o módulo Pelotas com professores, alunos e ex-alunos do IAD, em exposição até o dia 30 de junho.Rua General Osório, 725. Pelotas, RS - Brasil.
Horário de Visitação: De Segunda a Sexta, das 8h30min às 17h30min
Quartas, das 8h30min às 20h30min
Sábados, das 14h às 17h30min
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27 de jun. de 2007
Campus Party - Vá à Espanha com o Projeto Software Livre Brasil
O Projeto Software Livre Brasil e a Associação Software Livre.org estarão levando dois Brasileiros a Valencia - Espanha, para participarem do maior evento de comunidades da Internet da Europa. O Campus Party acontecerá de 23 a 29 de julho e os interessados em participar do concurso deverao se inscrever até dia 5 de julho. Vejam a promoção:Participe e ganhe Dois ingressos com viagem incluída à Valencia - Espanha! Sua imaginação e sua sorte podem ser o suficiente para ganhar uma viagem inesquecível. Se quiser participar da décima primeira edição da Campus Party, um dos eventos de referência das novas tecnologias, da criatividade e do lazer digital na Europa, basta enviar uma foto, um pequeno texto, uma ilustração ou vídeo respondendo à seguinte pergunta: "Por que devo ser um dos eleitos para participar da Campus Party 2007?". Envie um texto (em formato .odt), uma fotografia (.png), uma ilustração (.png) que respondam ao tema do concurso. Entre todos aqueles que participarem, serão eleitos dois (2) ganhadores. Estes dois (2) sortudos devem levar seus próprios computadores e viajarão de avião até a cidade espanhola e ficarão por lá de 23 a 29 de julho.
Imagine sete dias em Valencia, com alojamento na zona do camping (em barracas), transporte aéreo (saída e chegada em Sao Paulo) e comida incluídos, participando de um evento que reunirá 6.000 apaixonados pelas novas tecnologias assim como você.
Você terá até 5 de julho para se inscrever e participar desta promoção e participar da Campus Party. Lembre-se de levar seu computador na bagagem. Com um pouco de sorte, ainda vai poder desfrutar do verão europeu junto ao Mediterrâneo. Os sorteados serão escolhidos por uma comissão julgadora da ASL. BOA SORTE e CRIATIVIDADE!”
Enviado por Marcelo D'Elia Branco
mais em http://br-linux.org/linux/
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Patricia Lima em uma obra delicada e comunicativa
Aqui uma sujestão enviada pela amiga Marcela Vianna: Patricia Lima em seu site apresenta a sua obra que é delicada e singela, bem acabada e comunicativa. São bonecos de massinha de modelar, ilustrações, esculturas em papel, arte digital e outras técnicas que se colocam numa mesma linguagem.
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25 de jun. de 2007
EUA já revogaram 141 concessões de TV e rádio
Casos citados pelo jornalista chileno: em julho de 1969 a FCC estadunidense revogou a concessão da WLBT-TV; em 1981, revogou a concessão da WLNS-T, em abril de 1999, a FCC Yanks Trinity License; em abril de 1998, revogou a concessão da rádio Daily Digest. Só na década de 80 ocorreram dez casos de não renovação. E prossegue Carmona: "Na Inglaterra, o governo Margareth Thatcher cancelou a concessão de uma das maiores estações de TV do país, simplesmente por ter difundido notícias desagradáveis, embora absolutamente verídicas". Argumentou, simplesmente, que "se tiveram a estação de TV por 30 anos, por que deveriam ter um monopólio?". Também no Reino Unido, a autoridade estatal decretou, em março de 1999, o fechamento temporário do MED TV, canal 22; em agosto de 2006, revogou a licença da ONE TV; em janeiro de 2004, a licença da Look 4 Love 2; em novembro de 2006, a da StarDate TV 24; e em dezembro de 2006, revogou o canal de televendas Auctionworld.
Do Canadá vem o exemplo da Country Music Television, que teve a concessão revogada em 1999. A Espanha revogou em julho de 2004 a concessão da TV Laciana (um canal a cabo) e, em abril de 2005, a das emissoras de rádio e TV de sinal aberto em Madri. A seguir, em julho de 2005, determinou o fechamento da TV Católica. Na França, revogou a licença da TV& em fevereiro de 1987, e em dezembro de 2004 fez o mesmo com a Al Manar. Em dezembro de 2005, fechou a TF1, por ter colocado em dúvida a existência do Holocausto. Já a Irlanda revogou em 1990 a licença para a TV3 iniciar suas transmissões. A Rússia, em agosto de 2000, fechou uma emissora de TV por divulgar publicidade subliminar. Já em março de 2006, fechou a TV6.
Carmona diz também que são muitos os exemplos que vêm de países do Terceiro Mundo, de Bangladesh à América Latina. No Peru, em abril passado, foram fechados dois canais de TV e três de rádio por não cumprimento da lei local. O Uruguai revogou em dezembro de 2006 as concessões das emissoras de rádio 94.5 FM e Concierto FM, de Montevidéu. El Salvador fez o mesmo em julho de 2003 com a Salvador Network.
"E em nenhum destes países houve uma campanha como a da atual RCTV, cuja concessão durou 53 anos", ironiza Carmona. Ele recorda ainda que "a União Internacional de Telecomunicações (UIT) reconhece em toda a sua amplitude o direito soberano de cada Estado a regulamentar suas telecomunicações, tendo em conta a importância crescente das telecomunicações para a salvaguarda da paz e do desenvolvimento econômico e social dos Estados".
Escrito por Eduardo Martines no blog abaixo relacionado
http://carteirodopoeta.zip.net/
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20 de jun. de 2007
Audiência Pública: Situação das Escolas Estaduais
Aqui, um cartaz que fiz para o vereador Ivan Duarte a respeito da Audiência Pública para discutir a situação das escolas estaduais. Vai ser realizada na Câmara Municipal de Vereadores de Pelotas, no dia 22 de junho de 2007, sexta-feira, às 10 horas no Plenário da Câmara, que fica na rua Marechal Deodoro, 806.
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18 de jun. de 2007
19 de junho (terça) às 20:25 e dia 20 (quarta) às 17:00 no campus II da UCPel
Vem ver, ô. vai ser exibido amanhã, terça 19 de junho, as 20:25. e quarta, as 17:00. é no auditório do campus II da catolica. barroso entre gomes carneiro e 3 de maio. é grátis. é só assinar o nome no
papelzinho da portaria. chegue cedo e ganhe pipoca. também grátis.
making of dvd uns rock" (Gabi).
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"Incorporo a revolta"
“Incorporo a revolta
Dança do intelecto e
Dilaceração dionisíaca
Obsessiva idéia de fundar uma nova ordem
Frente às categorias exauridas da arte
E a indignação da rebeldia ética
A quase catatonia do quase cinema
E o súbito epifânico do Éden
Samba, o dono do corpo
Expressão musical das etnias negras ou mestiças
No quadro da vida urbana brasileira”
“Experimentar o experimental
Experimentar o experimental
A fala da favela
O nódulo decisivo nunca deixou de ser o ânimo
de plasmar uma linguagem convite para uma viagem”
Waly Salomão
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15 de jun. de 2007
Construíndo a Regularização da Profissão de Designer no Brasil
A cultura visual no Brasil é algo ainda não alcançado na sua plenitude, talvez seja por isso que o campo das profissões que trabalham com imagem ainda seja tão deixado para segundo plano no nosso país. Começando pela desvalorização das artes visuais, onde a obra de arte tem pouca divulgação sofrendo uma crise que remonta ao início do século passado, onde a reprodutibilidade técnica jogou, e ainda joga a arte para um campo cada vez mais intelectualizado e de metier, sem contar com a manipulação imagética muito bem feita pela TV em seus comerciais e novelas, passando pela confusão que se tem entre professores de arte e decoradores de escolas, pensamento que reside nas cabeças atrofiadas da maioria dos educadores brasileiros com ressalva de alguns casos isolados, chegando até a falta de regulamentação da profissão de designer, fruto de uma desvalorização da profissão que se constitui na opinião da nação como um todo a respeito do tema.
Das profissões que citamos acima (professor de arte, artista e designer) notamos que existam diferenças entre os casos. O professor de arte, mesmo que não tenha prioridade na decisão dos horários da grade curricular e seja confundido com um decorador de festas em datas festivas, é gerenciado por lei e barganhou seu espaço tendo assegurado seus direitos de trabalhador; O artista, mesmo que ainda não seja valorizado como em outros países, vem ocupando seu espaço e vale ressaltar, que o Brasil tem avançado bastante neste aspecto, mas para desgraça dos artistas, um país de famintos pouco tempo tem para contemplar arte sendo capturado antes pela telinha colorida que inclusive divide o mesmo teto.
Nossas primeiras frases dão conta deste panorama para além da profissão de designer, porque a construção de uma consciência coletiva nacional a respeito da regulamentação da profissão de designer se imbrica com a valorização do campo da imagem como um todo, assim como para se valorizar em massa a enfermagem precisa se valorizar o campo dos profissionais da saúde, igualmente que para se valorizar o sociólogo precisa se valorizar o cientista político, e assim por diante. A investigação deste ponto de vista que colocamos pode ser aprofundada em outra ocasião deixando este trabalho para trazermos elementos específicos da área do designer.
ANDAMENTO DA REGULAMENTAÇÃO DE DESIGNER
Aqui trazemos alguns dados da profissão, bem como um levantamento de algumas passagens históricas da tramitação de registros no sentido de regulamentar a profissão de designer. Começamos pelas datas que marcam as tentativas de regulamentar a profissão. O Projeto de Lei 2621/2003 que regulamenta a profissão de Designer/Desenhista Industrial foi encaminhado no dia 27 de novembro de 2003 pelo deputado Federal Eduardo Paes. Vejamos o andamento da matéria na câmara dos deputados:
27/11/2003
PLENÁRIO (PLEN) - Apresentação do Projeto de Lei pelo Deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ)
5/12/2003
Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) - Às Comissões de Educação e Cultura, Trabalho, de Administração e Serviço Público e Constituição e Justiça e de Redação (Art. 54 RICD) - Art. 24II
9/12/2003
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Recebimento pela CEC.
9/12/2003
COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES (CCP) - Encaminhada à publicação. Publicação Inicial no DCD de 10/12/2003.
11/12/2003
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Abertura de Prazo para Emendas ao Projeto a partir de 12/12/2003
18/2/2004
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Encerrado o prazo para emendas. Não foram apresentadas emendas.
29/4/2004
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Designado Relator, Dep. Eduardo Seabra (PTB-AP)
16/3/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Devolvida sem Manifestação.
21/3/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Designada Relatora, Dep. Iara Bernardi (PT-SP)
2/6/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Apresentação do Parecer do Relator, PRL 1 CEC, pela Dep. Iara Bernardi
2/6/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Parecer da Relatora, Dep. Iara Bernardi (PT-SP), pela aprovação.
9/6/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Apresentação do Parecer Reformulado pela Dep. Iara Bernardi
9/6/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Parecer Reformulado, Dep. Iara Bernardi (PT-SP), pela rejeição.
23/6/2005
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Devolvida à Relatora, Dep. Iara Bernardi (PT-SP)
14/12/2006
Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Devolvida sem Manifestação.
31/1/2007
Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) - Arquivado nos termos do Artigo 105 do Regimento Interno. DCD de 01 02 07 PÁG 208 COL 01. Suplemento A ao Nº 21.
Em 23 de junho de 2005, representantes da Associação dos Profissionais em Design do RS (APDESIGN), Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal (ADEGRAF) e da Associação dos Designers de Produto (ADP), estiveram reunidos com o chefe de gabinete da deputada Iara Bernardi, Marcos Tenório, em Brasília, para reivindicar uma nova apreciação do Projeto de Lei 2621/2003. No início do mês de junho, o Projeto recebeu parecer favorável à aprovação por parte da Relatora, porém, uma semana depois, ela reformulou seu próprio parecer, não mais o recomendando à aprovação.
PUBLICIDADE E PROPAGANDA: PROFISSÃO SOMBRA
Diz um ditado que se espelha na natureza, que quando tem uma árvore pequena que necessita crescer, e está perto de uma velha árvore com copa avantajada, a velha árvore faz sombra à pequena lhe roubando o sol ou lhe fazendo sobra, impedindo a pequenina árvore de se tornar grande também. É mais ou menos assim que se dá a convivência entre o publicitário e o designer. O publicitário cumpre um papel fundamental no desenvolvimento de uma agencia de publicidade, num escritório de comunicação visual nas funções de produtor de idéias e textos, mas na maioria das vezes este profissional adentra no setor que seria específico de designer. Porém, quanto mais à preocupação com uma suposta produção, igualmente, tem crescimento a preocupação de se ter os diversos profissionais, designer e publicitário, trabalhando cada um no seu setor dentro de um local de desenvolvimento de produção visual que engloba os dois.
CONSTRUÍNDO AS BASES PARA A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO
Ainda não temos a regulamentação da atividade de design, o caminho é longo e duro, mas não impossível. A auto-regulamentação seria uma das saídas para um projeto feito pelos próprios designers da área, se tornando mais fácil encaminhar ao congresso posteriormente ao invés de um parlamentar encaminhar. Uma vez formatado o projeto, se torna um código da profissão, igual ao que acontece com os publicitários, depois o processo seria enviar ao congresso com as assinaturas dos profissionais da área, o que demanda participação, mobilização e organização. Esta auto-regulamentação já foi feita em 2003 pela ADG - Associação de Design Gráfico.
Dentro do campo das pessoas que devem encampar está briga, estão os profissionais organizados em escritórios e empresas de design, os profissionais liberais que trabalham por conta e os estudantes e professores da área. Mas é importante nos perguntarmos para que queremos a regulamentação: Reduzir a quantidade de profissionais, diminuindo a concorrência e fazendo reserva d mercado? Ou aumentar a empregabilidade da atividade, garantindo espaço em editais e outras possibilidades de emprego como forma de ampliar os espaços para os designers? Aqui reside uma questão importante para que não travemos a ascensão da cultura em design no Brasil em optar pela reserva de mercado.
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13 de jun. de 2007
Um dos maiores site para baixar torrents do Mundo está sendo censurado
"Olá amigos do TorrentSpy, Esta mensagem é para informá-los sobre as tentativas recentes vindas da Motion Picture Studios para fechar o site. Como vocês devem saber, em Fevereiro de 2006 a Major Film Studios e suas subsidiária em Washinton a Motion Picture Association of América MPAA, entrou com um processo contra a TorrentSpy e outros mecanismos de busca.
Acreditamos que os hackers contratados ainda não são o bastante para a Film Studios e a MPAA. Agora eles querem saber quem você é, o que você procura e o que você baixa. Resumindo, aos olhos da Film Studios, os websites não deveriam permitir navegação anônima na internet – em quaquer lugar – como se fosse da conta deles.
O que realmente amedronta nisso é que se nós perdermos a batalha judicial, a Film Studios terá poder para forçar qualquer mecanismo de busca a coletar dados sobre VOCÊ. Não é exagero afirmar que esta derrota seria um prego no caixão da internet.
Nós passamos o último ano desafiando a campanha insensível deles contra as Primeiras Leis Mundiais de aprimoramento da Privacidade Pessoal. Nós tivemos sucesso em atrasar a audiência em propósito da coleta de dades equanto recorremos judicialmente. TorrentSpy não irá criar logs sbre o que você navega sem o seu consenso.
Apesar de usarmos Google Analytics para as estatísticas do site, nossos servidores nunca rastrearam seu endereço de IP, suas buscas ou como você usa o site. Nós somos a favor da privacidade e estamos lutando por seus direitos!"
encaminhado pelo colega da comunicação Mateus SRK da Silveira Garcia
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12 de jun. de 2007
Logo da Olimpíada de Londres-2012 desencadeia críticas
Críticos descreveram o logo da Olimpíada de Londres, apresentado na segunda-feira e com desenhos recortados, como confuso e de execução pobre. O logo, com quatro peças tipo quebra-cabeça formando os números 2012 e em várias cores fortes, foi saudado como inovador pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge. "(Foi) uma indicação do dinamismo, modernidade e abrangência com que Londres-2012 vai deixar sua marca olímpica", disse ele.encaminhado pela colega Fabiana Heinrich
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11 de jun. de 2007
Show do EUKALIPTO leva mais de mil pessoas ao Teatro Guarani
Ontem à noite entre 19:00e 24:00, o Teatro Guarani ficou com suas dependências lotadas para acompanhar o show do Eukalipto. Aproximadamente mil pessoas se encontravam presentes na apresentação que durou cinco horas conforme previsto no regulamento. depois da apresentação da FEPAM foi um alvoroço por parte do público de acompanhou um dos maiores espetáculos que a região já viu: O show do Eukalipto.80% do público saudava Eukalipto com palavras de ordem e declarações de amor. Faixas preparadas só para a noite, tiveram que ser deixadas do lado de fora para melhor segurança do público que se manifestava de 3 em 3 minutos.
Pode parecer rancor de quem não gosta muito do som da banda e quer criticar, mas o show purpurinado, feito na noite de ontem não engana ninguém. Esta banda é playback que já escutei antes em outra bandas como "pesseguê" e "arrozados". Dizem que vaia de bébado não vale, mas a de público comprado muito menos. parecia Bra-Pel ou desfile militar na época da ditadura. tudo carta marcada, dizia um cidadão presente que se declarava indignado com o som da banda.
A cultura de Massa tem disso: vem banda de fora, agente compra gato por lebre pra produtores monopolistas levarem nossa mais valia em troca de uma miséria.
Na vinda pra casa pensei que tinhamos (os 20% que odiáram o som da banda) que pegar o microfone e dizer: isso aqui é uma palhaçada, não representa nada, é tudo carta maracada" e deveriamos ter saido em grupo. pelo menos não endoçariamos o show de som ruím que tive que escutar no guarani.
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9 de jun. de 2007
Lula reivindica mais espaço nas discussões do G8
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reivindicou que o Brasil tenha maior peso nas decisões da reunião do G8, da qual participa como convidado.
"Nós somos convidados, não temos incidência sobre o resultado geral", disse Lula após uma reunião com os líderes dos quatro outros países emergentes convidados (China, Índia, México e África do Sul) para a reunião na Alemanha. Lula destacou como "importante", porém, o fato de as discussões do G8 (formado por Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha e Itália, mais a Rússia) não serem mais feitas "sem levar em conta países como o G5". Os cinco países já participaram das últimas duas reuniões de cúpula do G8, em Gleneagles, na Escócia (2005), e em São Petersburgo, na Rússia (2006).
A reivindicação de Lula foi feita com mais ênfase pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. "Não faz sentido de que chegamos lá quando o documento do G8 já está pronto", disse Amorim, acrescentando que os países reunidos no G5 representam metade da população do mundo. Um comunicado conjunto divulgado pelo Itamaraty informa que os líderes do G5 reafirmaram no encontro "sua convicção comum de que os países em desenvolvimento devem participar mais ativamente na consolidação de estratégias e iniciativas que lidem efetivamente com os desafios de um mundo globalizado e crescentemente interdependente".
Ainda segundo o comunicado, os cinco países, baseados em sua inegável força política e econômica, podem "contribuir decisivamente" para aumentar essa participação.
Comércio
Lula também voltou a cobrar avanços da Rodada Doha, de liberalização do comércio mundial no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio). "O mundo rico precisa abrir mão dos subsídios e abrir seus mercados aos produtos agrícolas dos países em desenvolvimento." O presidente disse defender essa posição não só pelo Brasil que, segundo ele, tem competitividade em produtos agrícolas, mas principalmente em nome de países mais dependentes da exportação desses produtos.
Segundo Lula, os países em desenvolvimento estão dispostos a flexibilizar suas posições e a fazer sacrifícios, mas as concessões precisam ser "proporcionais". "Só o fato de ser o pobre já é um grande sacrifício." O presidente também cobrou ajuda dos países ricos para o cumprimento das metas do milênio estabelecidas em 2000 pela ONU. As metas, que incluem a redução da pobreza pela metade até 2015, foram discutidas na reunião do G5 nesta quinta-feira. Segundo Lula, os países ricos precisam fazer mais projetos de desenvolvimento nos países pobres.
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Principais pontos do relatório da ONU sobre o clima
O texto faz diferentes projeções sobre o impacto que as emissões de gases nocivos terão no meio ambiente e estima os custos econômicos das medidas ambientais na economia global. Confira abaixo alguns dos principais pontos desta parte do relatório.
EMISSÕES
- A emissão de gases nocivos ao meio ambiente aumentou 70% entre 1970 e 2004, chegando a 49 bilhões de toneladas por ano de dióxido de carbono;
- Entre 1990 e 2004, o aumento foi de 28%;
- A oferta de energia aumentou 145% entre 1970 e 2004;
- A eficiência energética não acompanhou o aumento da renda mundial e da população do planeta;
- Emissões podem aumentar entre 25% e 90% até 2030, em comparação com os níveis de 2000;
- Entre 66% e 75% deste aumento deve acontecer em países em desenvolvimento. A emissão per capita, no entanto, deve se manter abaixo do nível dos países ricos;
- Em 2004, países industrializados representavam 20% da população global e 46% das emissões.
CUSTOS
- Quanto maiores e mais rápidos forem os cortes nas emissões, maiores serão os custos;
- Mas as medidas podem ser relativamente modestas e as tecnologias existentes podem ser usadas. O custo de se agir agora ainda pode ser menor do que o custo caso não haja ação do homem;
- O IPCC trabalha com diferentes cenários:
- Estabilizar as emissões em 445-535 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono limitaria o aquecimento global a 2º/2,8ºC. O impacto disso na economia mundial seria de até 3% do PIB mundial até 2030. No mesmo período, o impacto no crescimento projetado da economia seria de 0,12%.
- Estabilizar as emissões em 535-590 ppm limitaria o aquecimento global a 2,8º/3,2ºC, com redução de 0,1% do crescimento do PIB mundial até 2030.
- Entre 590-710 ppm, o aquecimento global seria de 3,2º/4ºC, com redução de 0,06% do crescimento do PIB até 2030.
OPÇÕES
- O relatório propõe repassar o "preço do carbono" aos consumidores e produtores, ou seja, que os preços na economia levem em conta o dano ambiental causado pela queima de combustíveis, para estimular a eficiência energética;
- Outras possibilidades são novas leis, impostos e mercados de troca de permissões de emissão de carbono. Acordos voluntários entre governo e indústria são "atraente politicamente", mas "não têm atingido resultados satisfatórios de redução de emissões";
- Taxar as emissões de carbono seria eficiente no setor energético. Um preço de US$ 20 a US$ 50 por tonelada de dióxido de carbono transformaria o setor energético, aumentando a participação das fontes renováveis na matriz energética para 35% até 2030 (quase o dobro da fatia registrada em 2005);
- Fontes de energia renováveis como eólica, solar e geotérmica deveriam ser estimuladas, com subsídios, tarifas preferenciais e compra obrigatória;
- Mais eficiência energética, com mudança nos padrões de construção, economia obrigatória de combustíveis, mistura de biocombustíveis e investimento em melhores serviços de transporte público;
- Medidas de seqüestro de carbono "têm potencial para dar uma importante contribuição" na mitigação das emissões até 2030;
- Energia nuclear, que representou 16% da matriz energética mundial em 2005, pode chegar a 18% até 2030, com o aumento do preço do dióxido de carbono de até US$ 50 por tonelada, "mas questões de segurança, proliferação de armas e lixo continuam sendo preocupantes".
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6 de jun. de 2007
Polícia Alemã senta o cacete em manifestantes no encontro do G8 em Rostock
Um protesto inicialmente pacífico contra a cúpula do G8 terminou em violência, no último sábado (02/06) em Rostock, no norte da Alemanha. De acordo com um balanço da polícia, até o final da tarde, mais de 150 policiais tinham sido feridos, alguns deles gravemente, em confrontos com ativistas, conforme matéria da organização do encontro. A conta dos feridos dos manifestantes não foi divulgada, mas é só fazer a conta por cima na dedução de que cacetete contra bandeira deve dar us 5 X 1 a favor do time das tartarugas pretas.Segundo a organização Attac, cerca de 80 mil pessoas participaram do protesto sob o slogan "um outro mundo é possível".
Mas além de pancada, reivindicação e repressão, o G8 tem também encontros diplomáticos importantes, como por exemplo, o presidente Bush Jr. e Putin que se encontraram depois de farpas pela mídia.
O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, defendeu nesta quarta-feira (06/06) a ampliação do Grupo dos Oito com a integração do que chamou de "importantes países em desenvolvimento"..."Temos antes de ir em direção a um G20 do que para um G5", disse Lamy à rádio France Culture no dia da abertura da cúpula do G8 na Alemanha. Segundo ele, sem países como a China, Índia, Indonésia ou Brasil não são possíveis "negociações sérias".
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